Será Lula um ex-inocentão?
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Será Lula um ex-inocentão?

Petista reafirma em artigo na Folha conspiração contra sua liberdade ainda que esta narrativa seja negada na estratégia de sua defesa no STJ no pedido para passar condenação por caixa 2 para Justiça Eleitoral

José Nêumanne

08 de abril de 2019 | 19h47

Haddad marcou presença entre militantes que foram dar bom dia a Lula no aniversário de sua privação de liberdade. Foto: Eduardo Matysiak/FuturaPress

Estratégia de defesa de Lula tentando anular parte referente ao caixa 2 na condenação pelo crime do tríplex do Guarujá, transferindo-a para justiça eleitoral no julgamento do STJ, embute risco de aceitar culpa em corrupção e lavagem de dinheiro, anulando narrativa de que é injustiçado e perseguido pela justiça controlada por seus inimigos interessados em alijá-lo do pleito presidencial de outubro. Mas, em artigo assinado na Folha no domingo, 7 de abril, por ocasião do primeiro aniversário de sua privação de liberdade na “sala de estado-maior” de Curitiba, o petista escapou dessa assertiva, condicionando a “retomada da democracia no Brasil” a sua libertação pedida na rua por bem poucos devotos.

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Assuntos para o comentário da segunda-feira 8 de abril de 2019

1 – Haisem – O que você tem a dizer sobre alguns comentários de que o pedido da defesa de Lula a ser julgado esta semana pelo STJ – e, ao que tem sido noticiado, é possível que seja aceito – para passar o crime de caixa 2 para a justiça eleitoral da cobertura no Guarujá, pelo qual foi condenado, deixando de lado a parte da condenação que se refere a corrupção e lavagem de dinheiro, o que pode ser considerado aceitação de culpa

2 – Carolina – O que tem mais chamado sua atenção nos recentes pronunciamentos públicos do ex-presidente Fernando Henrique: as duras críticas a Bolsonaro ou seu apelo para mandar Lula para prisão domiciliar e quem ele espera convencer com essas duas posturas

3 – Haisem – O que, a seu ver, motivou a multidão que ocupou cinco quarteirões da Avenida Paulista para criticar duramente o STF e exigir do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agendar a votação do pedido de impeachment de Gilmar Mendes apresentado pelo professor Modesta Carvalhosa no dia 14 de março

4 – Carolina – O que você tem a dizer sobre o episódio noticiado de que o ministro do Supremo Alexandre de Moraes se recusou a ser revistado na passagem pelo detector de metais ao embarcar no aeroporto de Brasília

5 – Haisem – Você acredita que o fiscal da Receita Federal Odilon Alves Filho tenha sido movido apenas pela curiosidade ao xeretar as declarações do presidente Jair Bolsonaro e alguns familiares justamente no mês da eleição, outubro passado, hipótese levantada pela irmã Norma Auily, do DEM, partido do chefe da Casa Civil e dos presidentes da Câmara e do Senado

6 – Carolina – O que você achou da atitude adotada por Jair Bolsonaro e a reação assumida pelo ministro da Educação, Vélez Rodríguez, a respeito de uma eventual demissão deste, marcada para hoje

7 – Haisem – Por que notícia a respeito da vitória ação de João Gilberto contra a Universal Discos na segunda instância tem relevância para ser comentada em sua participação hoje aqui em nosso Jornal Eldorado

8 – Carolina – Os últimos testemunhos dados pelo prisioneiro Sérgio Cabral não justificariam, a seu ver, uma mudança de atitude do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que lhe têm negado o direito de fazer uma delação premiada