Sem sacrifício para marajás

Bolsonaro recuou de suspender salários de trabalhadores dispensados por 4 meses pelas empresas por causa da covid-19, mas não há garantia de empregos e nada de doloroso se exigiu de privilegiados que só se servem do público

José Nêumanne

23 de março de 2020 | 19h59

Por enquanto, Bolsonaro não cogitou de nenhuma medida que reduzisse privilégios da alta burocracia partidária e governamental, que continua gozando de seus “auxílios” milionários. Foto: Evaristo Sá/AFP

Governo mandou MP para o Congresso liberando empresas para mandarem trabalhadores para casa sem salários por 4 meses. Após grita geral, Bolsonaro recuou quanto aos salários, mas texto não prevê manutenção obrigatória dos empregos. Pior ainda é que sacrifícios exigidos de trabalhadores e empresários privados não são cobrados dos marajás de se-servidores, que só se servem do público.

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