Sem medo de ser parcial
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Sem medo de ser parcial

Toffoli prepara-se para assumir presidência do STF sem dar a mínima para preceito da imparcialidade do julgador em relação a qualquer réu nem respeito nenhum por jurisprudência fixada pela maioria dos colegas de Corte

José Nêumanne

04 Julho 2018 | 14h00

Toffoli demonstra em suas decisões não ligar para imparcialidade nem respeitar princípio da maioria do colegiado. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A dois meses de assumir lugar de Cármen Lúcia na presidência do STF, ministro Dias Toffoli desprezou princípio elementar de imparcialidade do juiz de qualquer instância, ao se permitir mandar soltar o ex-chefe da Casa Civil no primeiro mandato de Lula José Dirceu, sob cujas ordens trabalhou, o que já havia feito antes ao decidir causas sobre o próprio ex-presidente, em cujo desgoverno foi advogado-geral da União. Da mesma forma, não deu a mínima para jurisprudência decidida pelo menos três vezes pela maioria de seus colegas de colegiado ao conceder ao réu o direito de recorrer em liberdade às instâncias superiores, deixando claro que o que lhe concedeu não foi o privilégio da prisão domiciliar, mas plena liberdade para fazer o que bem entender. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas da quarta-feira 4 de julho de 2018.

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