Segundo turno sui generis
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Segundo turno sui generis

Em vez de sair à luta para fazer alianças que consigam compensar diferença de 20 milhões de votos a favor de Bolsonaro, codinome de Lula, Haddad, preferiu pedir orientações ao preso na cela

José Nêumanne

08 Outubro 2018 | 19h54

Antes de procurar votos para alcançar Bolsonaro, Haddad preferiu visitar Lula na cela em Curitiba. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Tudo indica que, além de um primeiro turno diferente com surpresas que pegaram de calças curtas até os institutos de pesquisa mais conceituados, esta eleição presidencial vai ter um segundo turno no mínimo sui generis. Quando se esperava, por exemplo, que, com uma margem de 20 milhões de votos para alcançar o primeiro colocado, Jair Bolsonaro, do PSL, o codinome de Lula, Fernando Haddad, do PT, fosse liberado para procurar alianças com candidatos derrotados para agregar forças, ele preferiu se agarrar ferrenhamente ao candidato de verdade, enquanto Jair Bolsonaro também não parecia interessado em garantir já os 50% mais um. Este é meu comentário no Estadão às 5, ancorado por Emanuel Bomfim e retransmitido do estúdio da TV Estadão na redação do jornal por Youtube, Twitter e Facebook na segunda-feira 8 de outubro, às 17 horas.

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