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Saúde de Bolsonaro é bem público

Descaso do presidente em relação à possibilidade de vir a ser contaminado ou contaminar quem cumprimentou na rua nos atos em seu favor fere princípio do interesse público na saúde do mandatário

José Nêumanne

20 de março de 2020 | 22h16

Como no caso de monarcas absolutistas de antigamente, saúde de chefes de Estado em democracias modernas, caso do presidente, é bem público. Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Bolsonaro disse que não estava contaminado quando cumprimentou 274 manifestantes que participaram de ato apoiando-o e criticando os muito impopulares congressistas e ministros do STF. Verdade! Mas ele não pode ter informação se algum dos cumprimentados também estava imune. A saúde do chefe do governo é bem de interesse público em qualquer regime e ele é quem mais deve zelar por isso. Parlamentares e membros da cúpula do Judiciário merecem rejeição do público: até agora, além de retórica, nenhum deputado ou senador fez nada de útil para resolver a crise sanitária. E o aiatolá Toffoli emulou seus colegas do Irã, que mandaram soltar 85 mil presos. O CNJ, presidido pelo advogadinho do PT, também já recomendou que juízes soltem presos e deu a senha para que advogados de condenados, como Sérgio Cabral, também participem desse hipócrita liberou geral. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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