Safados, cachorros, sem-vergonha
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Safados, cachorros, sem-vergonha

Em vez de apresentar um argumento que seja, advogado de Temer só xinga quem o acusa

José Nêumanne

05 de outubro de 2017 | 11h41

Nada como a fama súbita: Carnelós, novo advogado de Temer, não para de sorrir Foto: Joedson Alves/EFE

A Câmara dos Deputados aprovou, após longa batalha, o projeto que cria um fundo bilionário para financiar campanhas políticas a partir do ano que vem. Mas é “só” de 1 bilhão e 700 milhões reais. Enquanto isso, o dr. Eduardo Carnelós apresentava à CCJ da Casa a defesa de Temer, xingando o autor da segunda denúncia. Segundo ele,  “a obsessão de Rodrigo Janot, seu mal agir, foi antiético, imoral, indecente e ilegal!” Xingar é uma forma de justificar o fato de que Temer ainda não explicou seu encontro secreto com Joesley e faz barulho para justificar o perdão liminar que dificilmente deixará de obter na Câmara, apesar do aviso do cada vez mais ex-aliado explícito Rodrigo Maia de que não vai ser fácil. Será?

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 5 de outubro de 2017, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

Para ouvir Safado, cachorro, sem-vergonha com Babado Novo, clique aqui

Abaixo, íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 5 de outubro de 2017 – Quinta-feira

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto que cria um fundo bilionário para financiar campanhas políticas a partir do ano que vem. Mas é só de 1 bilhão e 700 milhões reais. Isso o consola?

“Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira, já avisava Aparício Torelli, o Barão de Itararé.

O texto segue agora para a sanção presidencial. Para que os partidos possam ter acesso ao dinheiro para realizar o processo eleitoral em 2018, as novas regras têm de ser sancionadas pelo presidente Michel Temer até 7 de outubro. Apesar de os parlamentares afirmarem que o fundo será de R$ 1,7 bilhão, o texto não estabelece um teto para o valor, e sim um piso, ao dizer que o fundo será “ao menos equivalente” às duas fontes estabelecidas pelo projeto. A proposta estabelece que pelo menos 30% do valor das emendas de bancadas sejam direcionadas para as campanhas eleitorais. A segunda fonte de recursos virá da transferência dos valores de compensação fiscal cedidos às emissoras de rádio e televisão que transmitem propagandas eleitorais, que serão extintas. O horário eleitoral durante o período de campanha, no entanto, foi mantido.

No começo da discussão, o Congresso chegou a cogitar um fundo que chegaria a R$ 3,6 bilhões. A articulação foi encabeçada pelo líder do governo no Senador, Romero Jucá (PMDB-RR), com apoio de partidos da oposição, como o PT, PDT e PCdoB.  Mas não dá para comemorar qualquer projeto aprovado pela Câmara pensando que os nobres deputados podem ter sido magnânimos com você. Eles sempre contam com uma cédula na manga, na sua manga. Enquanto damos duro para ganhar a vida, eles ficam escondendo o dinheiro que roubam de nós debaixo do colchão e dentro da fronha do apartamento do laranja de Geddel. Eles merecem aquela saraivada de xingamentos do Babado Novo: são safados, cachorros e sem vergonha.

“A obsessão de Rodrigo Janot, seu mal agir, foi antiético, imoral, indecente e ilegal!”, alegam os criminalistas que defendem Michel Temer na defesa do presidente entregue à Comissão de Justiça da Câmara. Teria sido o caso de um golpe desse abaixo da cintura para o presidente se safar da investigação?

O nível baixou de vez. O advogado do presidente Michel Temer (PMDB), Eduardo Carnelós, disse ontem que a nova denúncia constitui uma “tentativa de golpe” contra o peemedebista e que não vê mais na atual composição da Procuradoria Geral da República (PGR) disposição para tirá-lo do cargo. Em tom de alívio, o defensor enfatizou que agora já não há mais na PGR alguém que queira depor o presidente de forma inconstitucional.

SONORA 0510 CARNELÓS

O documento de defesa do presidente é subscrito pelos advogados Eduardo Pizarro Carnelós e Roberto Soares Garcia e endereçado ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). A Câmara está analisando se autoriza o envio da acusação contra o peemedebista por organização criminosa e obstrução de Justiça ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A ideia central é provar que a acusação de Janot é inepta, como disse o advogado principal, que substituiu o amigo do peito de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. Mas não há uma só defesa, nenhuma mesmo, das imputações apresentadas. Mas apenas acusações, algumas das quais meros xingamentos como os que você citou na denúncia. São formas de justificar o fato de que Temer ainda não explicou seu encontro secreto com Joesley e faz barulho para justificar o perdão liminar que dificilmente deixará de obter na Câmara, apesar do aviso do cada vez mais ex-aliado explícito Rodrigo Maia de que não vai ser fácil. Será que até Mariangeles, a mãe de Rodrigo e mandachuva da família Maia, desistiu do mordomo de funerária?

Os outros dois denunciados de Janot junto com Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha, entregaram suas defesas no mesmo dia.

Vamos ouvir o que tem a dizer Daniel Gerber, advogado do chefe da Casa Civil?

SONORA 0510 GERBER

Ou seja, o trololó é o mesmo. Será que ta tudo dominado?

A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal informaram, em nota conjunta, que o ‘estrangeiro’ Cesare Battisti foi detido quando tentava atravessar a fronteira do Mato Grosso do Sul rumo à Bolívia levando ‘uma quantia significativa em moeda estrangeira’. A PF atribui ao italiano um suposto crime de evasão de divisas. Será que a batata do Battisti está assando?

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália sob acusação de quatro assassinatos comuns. Portanto, vamos acabar com esse negócio de chamá-lo de ativista. Ele é um criminoso comum brutal e sem atenuantes. A Itália é um estado de Direito, onde a Justiça funciona e os condenados como ele já tiveram todo o direito à defesa, ao contraditório. Só que no último dia de seu segundo mandato, em 2012, o então presidente Lula assinou decreto no qual negou ao governo italiano o pedido de extradição do ativista. Foi apenas um favor retribuindo outro. Battisti atuava na França como militante do Partido Socialista, o mesmo em que militava o célebre Luís Favre, muito conhecido nosso, pois era casado com Marta Suplicy e teve atuação bastante polèmica, digamos assim, quando ela foi prefeita de São Paulo. O casal Favre-Marília abrigou Lurian, filha de Lula, em seu apartamento em Paris. E Favre pediu pelo amigo Battisti. O Supremo transferiu a decisão sobre o pedido de extradição do assassino condenado na Itália a Lula, que negou. A Itália até hoje questiona a decisão de Lula.

Segundo a PF, nesta quarta-feira, ele foi encaminhado à Delegacia de Corumbá/MS, ‘onde está prestando esclarecimentos relativos ao crime de evasão de divisas’. Após o incidente na fronteira, Battista foi autuado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro pela PF.

A PF destacou que policiais rodoviários federais ‘abordaram um veículo particular onde se encontrava o estrangeiro’.

Durante a abordagem foi identificado que Battisti, com outros dois passageiros, ‘portavam uma quantia significativa em moeda estrangeira’.

“Por se tratar de região de fronteira, os policiais rodoviários federais comunicaram a Polícia Federal, que realizou o acompanhamento do referido veículo até a divisa entre os dois países. O estrangeiro foi detido no momento em que tentava sair do Brasil em um táxi boliviano.”

Essa detenção na fronteira denota uma tentativa de fuga antes que a situação jurídica dele mude no Brasil. O certo é que, se aqui, como na Itália, as instituições funcionam e são respeitadas mesmo, não era o caso de conceder a extradição pedida pelos italianos? Eu acho que era.

Mudando de assunto, há alguma novidade aí no caso da Oi?
É, a história da Oi continua fedendo. Está pintando aí uma Bolsa da viúva.

O Valor Econômico diz que a “Oi joga conta da ‘salvação‘ a Temer e que Tanure e os conselheiros da Oi foram ao Planalto, em agenda extraoficial, acompanhados de três parlamentares – os deputados Baleia Rossi (SP), líder do PMDB na Câmara, Simone Morgado (PMDB-PA) e Tenente Lúcio (PSB-MG). Segundo Hélio Costa, conselheiro da Oi, a Oi não quer “nenhum real” do governo, mas seria importante o “entendimento” da situação pelas instituições financeiras sob controle da União – BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Costa, que foi ministro das Comunicações na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também classificou como “impossível” o cumprimento de termos de ajustamento de conduta (TACs) que convertem multas aplicadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em investimentos com execução em quatro anos.

Não querem nada!!!  Estão fazendo a opinião pública de idiotas. Claro que Tanure foi nessa reunião acompanhados de políticos, inclusive do líder do PMDB na Câmara, para oferecer e obter muitas vantagens. Todos nós sabemos que o anfitrião é quem paga a conta. Se fosse para o Estado ter alguma vantagem no imbróglio, Temer teria ido a Oi. Deputados, Oi e Temer. Segurem a bolsa da viúva!!! Está explicado a Lei Relâmpago que transformaria a dívida da Oi de R$ 20 bilhões com a Anatel em um prêmio bilionário para a Oi.

O que importa é o bolso dos acionistas

Em outra matéria, do Valor, “Tanure e o conflito de interesses”. Diz que esse conflito de interesse foi presenciado pelo representante da Anatel na Oi, Felipe Simas. Lembra a matéria que Tanure tem 5,3% do capital da Oi, indicou dois membros do conselho, mas votam com ele, nove dos 11 membros e que não há segurança sobre injeção de novos recursos. A suspeita de conflito de interesse é a defesa dos atuais conselheiros de um plano em que os atuais acionistas sofrem a menor diluição possível, independentemente de sua viabilidade ou interesse para a empresa. Ou seja, o que importa é o bolso dos acionistas e não a empresa, seus credores e muito menos seus clientes.

Gazetear a Oi O Valor traz notícia sobre a morte, aos 77 anos, na terça-feira, do empresário Luiz Fernando Levy, que por mais de 20 anos comandou o jornal “Gazeta Mercantil. Levy investiu em profissionais de qualidade e fez um excelente jornal. Não resta dúvida.

A triste coincidência é que Nelson Tanure, hoje na quebrada Oi, comprou a Gazeta Mercantil e mantem uma batalha jurídica que envolve mais de R$ 250 milhões em dívidas trabalhistas com 250 associados, da Associação dos ex-funcionários da Gazeta Mercantil.

É isso.

SONORA Safado, cachorro, sem vergonha, Babado Novo

https://www.youtube.com/watch?v=O4sq5dCOKQE

Tendências: