Rio, corrupção sem fim
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Rio, corrupção sem fim

Com Operação Furna da Onça da PF e do MPF, desdobramento da Lava Jato, em ação, desvendando mais de R$ 500 milhões em propina, já são dez deputados estaduais do Rio presos, um recorde

José Nêumanne

09 Novembro 2018 | 12h24

Desfalcada agora de dez deputados, Alerj tem despertado a fúria popular há muito tempo no belo casario colonial do Paço Imperial. Foto: Fábio Motta/Estadão

A Operação Furna da Onça, da Polícia e do Ministério Público Federais, é a novidade da crônica da corrupção sem fim a que tem o Rio de Janeiro tem sido submetido. Já são dez os deputados estaduais presos, juntamente com o ex- chefe dos procuradores do Estado Cláudio Melo. O ralo pelo qual escorre a dinheirama tem que caber mais de R$ 500 milhões, subtraídos da saúde, da educação e do combate ao crime organizado, que assola a antiga Cidade Maravilhosa. O legado do emedebista Sérgio Cabral é uma lembrança permanente de que a população fluminense, e de resto o povo brasileiro, não pode se esquecer para escolher novos gestores públicos e não condescender com delinquência dos que a furtaram.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 9 de novembro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para o comentário da sexta-feira 9 de novembro de 2018

 

1 – Haisem – Depois de tudo de superlativo que já foi revelado pelo estoque de crimes cometidos pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, você ainda contava com a possibilidade de se espantar e se assustar com o que foi revelado pela Operação Furnas da Onça ontem?

 

2 – Carolina – O que mais o espanta: o surgimento de mais denúncias, como estas da Operação Armistício da Polícia Federal, apontando recebimento de propinas da Odebrecht pelos senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, além do ex-senador Gim Argello, que está preso, ou a desenvoltura com que os outros dois continuam agindo e conspirando no plenário do Senado Federal?

 

3 – Haisem – Você acha que foi adequada a atitude do presidente Michel Temer ao aproveitar a abertura do Salão do Automóvel para anunciar mais uma medida provisória para ajudar as montadoras com renúncia fiscal a menos de dois meses do fim de seu governo e com duração prevista até a terceira gestão depois da dele?

 

4 – Carolina – Você acha que o começo do combate à criminalidade deve ocorrer mesmo com o endurecimento das penas dos crimes, como propôs o futuro ministro da Justiça, o juiz Sérgio Moro, na pauta que cumpriu ontem em Brasília nos escritórios destinados à transição entre os governos?

 

5 – Haisem – Em que a aceitação pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, da indicação da bancada ruralista para o Ministério da Agricultura da deputada Tereza Christina contraria os pilares de seu futuro governo conforme foram anunciados na campanha e no período posterior à eleição?

SONORA_TEREZA CRISTINA 0911

 

6 – Carolina – O que pode ter, a seu ver, motivado o senador derrotado na reeleição Roberto Requião a sugerir um projeto de lei com o objetivo exclusivo de expor dois dos principais ministros do futuro governo federal, Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Sérgio Moro da Justiça?

 

7 – Haisem – Qual a sua principal observação a fazer sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski de levantar a muitíssimo longeva censura imposta ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a Operação originalmente definida como Boi Barrica, que investiga suspeitas de ilícitos na gestão de empresas dirigidas por Fernando, filho do ex-presidente José Sarney?

SONORA_LEWANDOWSKI 0911

 

8 – Carolina – O que de tão original e tão gracioso há na entrevista desta semana de seu Blog do Nêumanne com o professor da Universidade Estácio de Sá, escritor publicado e premiado no exterior e popularíssimo colunista de etimologia da revista Caras Deonísio da Silva?