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Ricardo Coutinho e seus comparsas

Para adiar sua prisão até férias forenses, quando ministros do STJ comprometidos com seu advogado, ex-ministro, ex-governador da Paraíba fugiu para o exterior e, ao voltar, foi imediatamente solto, como desejava e previa

José Nêumanne

24 de dezembro de 2019 | 20h20

No espírito da ciranda para evitar permanência de Ricardo Coutinho na cadeia, vice=presidente do STJ, Maria Thereza de Assis Moura, transferiu decisão para volta das férias. Foto: Arquivo CIMP/STJ

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, flagrado pela PF e pelo MP na Operação Calvário – O Juízo Final 7, fugiu para o exterior e só voltou para o Brasil no primeiro dia das férias forenses. A estratégia deu certo: foi levado ao presídio comum, em João Pessoa, na madrugada do sábado e já à tarde o ministro Napoleão Maia, substituindo de forma esquisita o plantonista José Otávio de Noronha no STJ, decretou sua soltura. Em entrevista à Uol comparou-se com Lula, o que é uma espécie de confissão de seus crimes, revelados pessoalmente por três delatores no Fantástico, da Globo, para o país inteiro no domingo. A reportagem arrasadora pode decretar sua morte política. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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