Revolta e omissão
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Revolta e omissão

Nova previsão do FMI para crescimento do Brasil em 1,8% este ano paralisa recuperação da crise econômica e faz brasileiro dormir indignado e despertar omisso

José Nêumanne

24 Julho 2018 | 12h16

Casagrande, mandachuva dos tucanos em mobilidade, compromete campanha moralista do presidenciável Alckmin. Foto: JB Neto/AE

O FMI previu um recuo no crescimento do Brasil, parando com a recuperação da crise e prevendo crescimento de 1,8% por causa da obstrução das rodovias provocada pela paralisação de caminhoneiros e transportadoras, que provocou reação disparatada de um governo perdido e, em consequência, pane seca e crise de desabastecimento de víveres de primeira necessidade e pane seca de derivados de petróleo. Além disso, a parada também levou em conta os desarranjos da economia mundial. E ainda a falta de perspectivas positivas de um processo eleitoral tumultuado em que eventuais candidatos à Presidência que se apresentaram até agora nada trazem de novo e responsável. Isso deixa o brasileiro revoltado e omisso.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 24 de julho de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

Para ouvir No dia em que cheguei na lua, de Ary Lobo, com Jackson do Pandeiro, clique aqui

 

Abaixo, os assuntos para o comentário da terça-feira 14 de julho de 2018:

 

SONORA Quando eu cheguei na lua, de Ary Lobo, com Jackson do Pandeiro

https://www.youtube.com/watch?v=rzauLq2cR3M

 

1 – O Fundo Monetário Internacional tem razão ao reduzir a previsão de crescimento do Brasil para 1,8%, atribuindo-a à crise da paralisação dos caminhoneiros e transportadoras e à piora generalizada da economia global e que efeitos isso poderá causar na já abalada perspectiva de sairmos da crise da qual se imaginava que tínhamos começado a sair?

 

2 – Em que o indiciamento pela Polícia Federal por suspeita de propinas de 600 milhões nas obras do Rodoanel do ex-presidente da Dersa e ex- secretário dos Transportes Laurence Casagrande no governo Alckmin pode prejudicar a cada vez mais difícil tentativa de decolar do ex-governador tucano paulista em sua tentativa de voo direto à rampa do Planalto?

 

3 – Qual é a grande dificuldade que, mesmo na ponta de cima nas pesquisas, o deputado Jair Bolsonaro, ainda não se deu ao luxo de chamar um vice de seu, só seu?

 

4 – O empresário mineiro Josué Gomes da Silva disse ontem em contato pessoal com o ex-governador de São Paulo e presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, que seu nome na chapa nada agregaria de novo eleitoralmente e, por isso, o liberou para procurar outro vice. Será que só ele percebe isso no meio de tantos políticos aparentemente pragmáticos e sabichões como o próprio Alckmin, Kassab, Jefferson, Waldemar e Paulinho da Força?

 

5 – Afinal de contas, o que é que Josué Gomes da Silva, filho de José Alencar, tem de tão especial para conseguir a unanimidade dos novos apoiadores de Alckmin para ser vice na chapa presidencial do tucano?

 

6 – Pensando bem, será que, pelo menos desta vez desta vez, você não vai reconhecer que Marina tem razão ao lembrar que o condomínio de Alckmin agora é exatamente o mesmo de Dilma em 2014?

 

7 – Quais são as chances de o novo texto da Constituição cubana, que aceita a propriedade privada e deixa em aberto o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ser aprovado no referendo popular após sessões de discussão abertas ao povo a serem iniciadas em 13 e 15 de agosto próximos?

 

8 – O que você tem a dizer sobre a celeuma racista que levou o craque Ösil, que joga no Arsenal, na Grã Bretanha, a desistir da seleção alemã depois da repercussão violenta das fotos de um encontro seu com o presidente turco, Recep Erdogan?