Restaurar e reconstruir
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Restaurar e reconstruir

Para entrar com pé direito na História, Temer tem que compor ministério de excelência e garantir manutenção de institucionais como a Lava Jato funcionando

José Nêumanne

30 de março de 2016 | 09h08

Os desafios de Temer e do PMDB são enormes.

Os desafios de Temer e do PMDB são enormes.

Já está mais do que na hora de serenar os ânimos e pensar na reconstrução da economia e na reabilitação do viciado debate político sem ceder um milímetro no compromisso fechado com a higidez das instituições republicanas. A retirada da Laguna do PMDB pode facilitar, mas não resolve em definitivo o duelo do Impeachment Corral. Tirar a Madama Dilama da torre de comando do Titanic Brasil, que afunda inexoravelmente, depende de 342 votos de deputados federais. Não é verdade que ela precise de 171 para manter o mandato. Teoricamente, ele não precisa de um que seja, os adversários é que têm que reunir o número exigido pela ordem constitucional vigente. Quanto a seu primeiro substituto, ele tem pensar, desde já, numa equipe de governo ficha limpa, barra leve e, sobretudo, de indiscutíveis competência funcional e limpeza moral. Só um ministério enxuto e de excelência poderá enfrentar o desafio da economia e superar os traumas do time do de pior a pior, da Cantiga da Perua atual. Há também que ouvir o clamor popular e dar força total à força-tarefa da Operação Lava-Jato para continuar sua tarefa detergente.

Neste clima de ressaca da inevitável festa do desembarque do PMDB ontem, desejo-lhe uma quarta que seja farta e que perdure. Inté!

 

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