Resistir para existir
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Resistir para existir

Reduzir o déficit da Previdência é o que nos resta para por fim à crise e reduzir o desemprego

José Nêumanne

08 Agosto 2017 | 11h24

À cata de votos pra reformar Previdência, Temer adula Doria. Foto: Heloisa Ballarin/SecomPMSP

As despesas com a Previdência abocanham hoje 56,8% do Orçamento da União e vão atingir R$ 735,5 bilhões ainda este ano. Para se ter uma ideia do espaço por esses desembolsos, o número é sete vezes maior do que o governo gasta com saúde (excluindo folha de pagamento), R$ 103,8 bilhões. Superávit da Previdência é lenda urbana, faz parte da tal da narrativa da ficção de esquerda. Este tipo de absurdo, que tira qualquer possibilidade deequilibrar as contas públicas é que mantém a crise, a miséria no Brasil, contribui para o desemprego e para o desespero dos pobres. Será que isso ainda não basta para convencer os recalcitrantes de que a reforma da Previdência é necessária, urgente e indispensável? Pra manter um resto do sonho, há que resistir pra existir.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 8 de agosto de 2017, às 7h30m)

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Para ouvir Brasiliana, com Luiz Caldas, clique aqui

 

Abaixo, íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 8 de agosto de 2017 – Terça-feira

Em trajetória crescente, as despesas previdenciárias abocanham, hoje, 56,8% do Orçamento da União e vão atingir R$ 735,5 bilhões este ano. Para se ter uma ideia do espaço que é tomado por esses desembolsos, o número é sete vezes maior do que o governo gasta com saúde (excluindo folha de pagamento), R$ 103,8 bilhões. Como é que ainda há gente que diz que Previdência é superavitária?

Este levantamento foi feito pelo jornal O Globo e está na primeira página do site. A Previdência custa 23 vezes maior do que as despesas com benefícios assistenciais, incluindo o programa Bolsa Família, de R$ 30,8 bilhões. Os números foram apresentados ontem pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, em encontro com investidores chineses no qual ele fez uma defesa da reforma da Previdência.

— Basicamente, estamos gastando 57% do Orçamento federal com Previdência. Apenas os gastos com o regime geral (R$ 560 bilhões) subiram cerca de R$ 50 bilhões este ano e representam duas vezes o investimento público. Tem algo muito errado nas nossas contas, que é o fato de que estamos colocando o dinheiro para pagar aposentado e não para investir. Disso decorre grande parte dos problemas de infraestrutura que nós temos — disse o ministro.

Superávit da Previdência é lenda urbana, faz parte da tal da narrativa da ficção de esquerda. Este tipo de absurdo, que tira qualquer possibilidade deequilibrar as contas públicas é que mantém a crise, a miséria no Brasil, contribui para o desemprego e para o desespero dos pobres.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ontem  que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é o mais “desqualificado” que já passou pela Procuradoria-Geral da República (PGR).  Vamos ter que agüentar esse bate-boca até 17 de setembro, último dia de Janot na Procuradoria Geral da República?

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro também disse que certamente o STF vai reavaliar o acordo de colaboração premiada firmado pela PGR com os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo J&F.

“Quanto a Janot, eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade ele não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância”, disse o ministro à “Rádio Gaúcha”.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) classificou de “deploráveis” e de “furor mal contido” as críticas do ministro Gilmar Mendes contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot. Para a associação, Mendes deixou de lado a condição de magistrado da mais alta Corte do país e, assumindo posição próxima da política partidária, passou a fazer ataques pessoais e sem fundamento contra o procurador-geral.

“ANPR vem a público repudiar os ataques absolutamente sem base e pessoais ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, proferidos em deliberada série de declarações, nos últimos dias, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes”, diz nota assinada pelo presidente da associação, Robalinho Cavalcanti.  Para o procurador, “é deplorável que um magistrado, membro da mais alta Corte do país, esqueça reiteradamente de sua posição para tomar posições políticas (muito próximas da política partidária) e ignore o respeito que tem de existir entre as instituições, para atacar em termos pessoais o chefe do Ministério Público Federal”.

É lamentável que todos se comportem assim. Desmoralizam a PGR, a Presidência da República e a cúpula do Poder Judiciário, TSE, agindo como valentões de boteco pé-sujo, transformando as instituições republicanas em ringue de MMA. Deviam ser mais conseqüentes e menos vaidosos e infantis.

No relatório de conclusão de um inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) atribuiu à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A batata do PT começou a estorricar com a polícia acusando a presidente do partido de Lula?

O caso em questão, que tramita em segredo de justiça no STF, apura irregularidades na campanha eleitoral de 2014 ao Senado.

A investigação remonta a fevereiro de 2016, quando a PF apreendeu documentos na residência de Maria Lúcia Tavares, secretária do setor de operações estruturadas da Odebrecht. Entre eles, planilhas relatando dois pagamentos de R$ 500 mil cada a uma pessoa de codinome “Coxa”, além de um número de celular e um endereço de entrega. Segundo a PF, a investigação identificou que a linha telefônica pertencia a um dos sócios de uma empresa que prestou serviços de propaganda e marketing na última campanha da senadora Gleisi Hoffmann.

A PF informou que pôde comprovar a existência de seis pagamentos no mesmo valor, além de um pagamento de R$ 150 mil em 2008 e duas parcelas de R$ 150 mil em 2010. “Também foram identificados os locais onde os pagamentos foram realizados e as pessoas responsáveis pelo transporte de valores. Essas tabelas também foram apresentadas pela construtora no momento em que foi firmado termo de colaboração premiada”, afirmou a PF.

Gleisi é muito atrevida e o marido é acusado do pior tipo de roubo, de tomar dinheiro de servidores sob seu comando hierárquico no ministério do Planejamento no governo Lula. Esse papo da perseguição política não cola mais e já passou da hora de essa gente se defender em vez de tentar desmoralizar as instituições republicanas das quais tira seu sustento.

O empresário Fernando Cavendish, da empreiteira Delta Construções, afirmou em depoimento à Justiça que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) cobrou propina de 5% para que a construtora participasse do consórcio que faria a reforma do estádio do Maracanã.  Mas um dia destes Sérgio Cabral não fez o maior escândalo para tentar convencer o juiz de que estava sendo injustiçado?

Cavendish é daquela turma do guardanapo da cabela na festa no restaurante de Paris. Segundo ele, o acerto era feito em parcelas mensais com dinheiro em espécie. Cavendish negou que o peemedebista tivesse pedido o dinheiro para campanha eleitoral.

“2011 não era ano de campanha (…) Com certeza não (fui informado sobre o uso do recurso para campanha)”, disse ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

O ex-governador tem sustentado em seus depoimentos ao magistrado que os recursos que recebia eram caixa dois de campanha eleitoral, negando a cobrança de propina. Cabral não é réu nesse processo, mas foi citado pelo empresário. Procurada, a defesa do ex-governador disse que só irá se manifestar após tomar conhecimento do depoimento completo.

SONORA 0807 CABRAL

Ênfase não substitui argumento nem constitui defesa. Isso vale pra qualquer réu. A situação de Cabral é insustentável e serve para explicar a penúria em que o Rio de encontra.

Por falar em Rio, o noticiário está confirmando o que o ministro da Justiça, Torquato Jardim afirmou sábado e você comentou ontem de que o crime organizado não é organizado e está sendo eficazmente combatido nestes dias de tropas federais na cidade?

O ministro da Defesa afirma que os resultados do reforço na segurança no Rio de Janeiro não serão imediatos. No sábado, uma ação mobilizou quase cinco mil homens para combater o tráfico de drogas e o assalto de cargas.

+ Segundo Raul Jungmann, não haverá lugar em que a segurança pública não possa entrar.

SONORA 0808 JUNGMANN

Muita farofa e pouca eficiência. Noticiário de violência do Rio continua no mesmo ritmo. E não vai ser possível conter o derramamento de sangue com ensalivação. A cúpula federal precisa ser um pouco mais humilde e menos falastrona. Jungmann, Jardim e também o general Etchgoyen, do Gabinete de Segurança Institucional.

O Estadão deu em manchete ontem que “bancos temem colote de R$ 2,5 bilhões em processo de devolução de Viracopos. “Maior credor do aeroporto, BNDES diz que avaliará as medidas cabíveis para assegurar seus interesses.” Tem gente aí querendo meter a mão em nosso bolso?
O que as empreiteiras não contam é que vão devolver essas concessões de aeroporto depois de fazerem obras superfaturadas e com os recursos do BNDES. Consta da matéria  que “levantamento feito pelo Estadão/Broadcast mostra que, em março, o consórcio do aeroporto de Campinas (UTC, Triunfo, Egis e Infraero) devia R$ 1,68 bilhão ao banco de fomento (Bndes)  por meio de empréstimos diretos e R$ 476 milhões em títulos de dívida, as chamadas debêntures.”
As empreiteiras mão pagam mais a ANAC. Também segundo o Estadão. ‘Mas a concessionária já deixou de cumprir obrigações com o governo e, para receber parcela de R$ 173,8 milhões referente à outorga, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teve de acionar o seguro-garantia. A agência reguladora informou ainda que a taxa de outorga de 2017 não foi paga e, por isso, foi aberto um processo de cobrança no último dia 11.”
É assim, o  truque do mágico, essas empreiteiras compram a concessão, pegam financiamento do BNDES e a própria empreiteira para fazer a obra.
Estive em Viracopos algumas vezes recentemente. Aquilo lá é o próprio monumento ao desperdício. Espaços imensos como diz Ascenso Ferreira em seu famoso poema dos cavaleiros gaúchos, para quê? Para nada!
Diz o Estadão que a concessionária informou que investiu R$ 3 bilhões no aeroporto e que, portanto, tem esse valor a receber. Viram??? R$ 3 bilhões!!!
Livre da concorrência e da fiscalização do TCU, superfatura a obra e depois devolve a   concessão alegando desequilíbrio econômico com a dívida do BNDES. Ficam com o resultado do superfaturamento da obra. E nós ficamos com o quê, seu Haisem? Com o prejuízo! Quando é que vai acabar com essa pouca vergonha?

Antônio Lins e Luiz Caldas compuseram a Aquarela do Brasil do século 21. Vale a pena ouvir, ouvir sempre essa beleza de canção que acaba de sair do forno

SONORA Brasiliana Luiz Caldas e Antonio Lins

https://musio.mus.br/luiz-caldas/palavras/agosto-06-brasiliana/