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Réquiem para comissão de mortos

Criado por Jobim, em 1995, colegiado distribuiu dinheiro suado do pagador de impostos em nome de mortos e desaparecidos para sobreviventes da guerra do projeto ditatorial da esquerda contra militares no poder

José Nêumanne

01 de agosto de 2019 | 18h37

Ministro de Justiça de FHC e de Defesa de Lula, com passagem por presidência do STF, Jobim criou comissão caça-indenização. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Em vez de terem substituído quatro dos sete membros da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, o presidente Jair Bolsonaro e a ministra das Mulheres, Damares Alves, deveriam ter simplesmente decretado seu fim. Criada em 1995 pelo ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, Nelson Jobim, que também foi presidente do STF e ministro da Defesa de Lula, além de ter modificado o texto da Constituição, segundo ele com autorização de Ulysses Guimarães, que não tinha como contestar porque estava morto quando a revelação foi feita, ela só serviu para usar dinheiro do pagador de impostos para pagar grossas indenizações a quem lutou para substituir uma tirania por outra e para enriquecer militantes e advogados serviçais de poderosos, como Luiz Eduardo Greenhalgh. Como disse Millor Fernandes, “desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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