Reforma só sem privilégios

Reforma só sem privilégios

Bolsonaro faz muito bem em ir a Brasília acertar com Temer aprovação antes da posse da reforma da Previdência de urgência, mas ambos precisam saber que esta só será aprovada se acabar com privilégios

José Nêumanne

30 de outubro de 2018 | 11h23

Em entrevistas no SBT, Record e Globo, Bolsonaro contou que vai convidar Bolsonaro para ministério ou STF. Foto: TV Record

Aproveitando a notícia de que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, faz muito bem em ir a Brasília semana que vem para conversar com o presidente Michel Temer sobre a aprovação antes de sua posse da reforma da Previdência tal como foi proposta pela excelente equipe econômica do atual governo, aproveito para dar um aviso aos dois. Não adianta ficarem chovendo no molhado com reformas que mudam a superfície e mantêm a mesma substância, que é jogar a conta nas costas do trabalhador. O povo só aceitará reforma quando esta acabar de vez com privilégios das castas, sejam lá quais forem – militares, juízes, promotores, marajás, etc. Só no dia em que a igualdade for exigida, aí sim, ela será aprovada.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 30 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para comentário da terça-feira 30 de outubro de 2018

 

1 – Haisem –  Manchete do Estadão hoje diz que “Bolsonaro quer votar reforma da Previdência este ano”. Você acha que é produtiva a viagem do presidente eleito, Jair Bolsonaro a Brasília semana que vem para conversar com o presidente Michel Temer para cuidar disso?

 

2 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a notícia de que a Polícia Federal reforçou a segurança para o presidente eleito Jair Bolsonaro, que passa a ter status de chefe de Estado neste particular?

 

3 – Haisem – Você acha que foi boa a ideia  de Jair Bolsonaro de dar a notícia de que pretende nomear o juiz Sérgio Moro ministro da Justiça ou do Supremo Tribunal Federal a esta altura do campeonato?

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4 – Carolina – Por que o candidato do PT, Fernando Haddad, demorou um dia para cumprimentar o adversário vencedor, Jair Bolsonaro, e não o fez pessoalmente ou por telefone, mas, sim pela rede social, Twitter?

 

5 – Haisem – Que motivos você acha que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, teve para lançar a ideia de um pacto nacional entre os três Poderes da República e voltar a se por à disposição de Jair Bolsonaro na ocasião em que o cumprimentou pela vitória na eleição presidencial?

 

6 – Carolina – Quais são os motivos para os conflitos registrados em vários câmpus universitários do Brasil, agora que a eleição já aconteceu e não há mais o que discutir sobre a sucessão presidencial?

 

7 – Haisem – Que motivos o coordenador da campanha de Fernando Haddad, derrotado na disputa da Presidência da República, e ex-presidente da Petrobrás á época do grande escândalo do petrolão, José Sérgio Gabrielli, tem para indicar o nome dele para liderar a oposição a Bolsonaro e ainda tentar desqualificar Ciro Gomes?

 

8  – Carolina – O telefonema no qual o ex-governador e candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB Geraldo Alckmin cumprimentou seu ex-pupilo e agora desafeto João Doria Jr., é um sinal de paz ou uma mera formalidade social?

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