R$ 89 mil de miliciano para Bolsonaro

Ao declarar que R$ 89 mil depositados por Fabrício na conta da mulher, Michelle, se destinavam a ele próprio, na prática presidente assume responsabilidade sobre quantia de que não pode revelar origem

José Nêumanne

18 de dezembro de 2020 | 21h51

Bolsonaro e Flávio classificam acusações de peculato do senador no tempo da Alerj como tentativa de prejudicar politicamente o presidente e, de fato, não será fácil retirar o pai do escândalo. Foto: Fábio Motta/Estadão

1 – Jair Bolsonaro confessou que R$ 89 mil depositados em conta de sua mulher, Michelle, pelo presidiário Fabrício Queiroz, ex-sibtenente PMRJ, em cuja conta o MPRJ achou depósitos do ex-capitão PMRJ Adriano, chefe da milícia de Rio das Pedras e do Escritório do Crime, e da mulher, Márcia Aguiar, de fato pertenciam a ele. 2 – No mesmo dia, o chefe do governo elogiou o massacre do Carandiru. 3 – No editorial “O demolidor da Republica e seus cúmplices”, o Estadão diz que o presidente da República trata todos os cidadãos brasileiros, à exceção dos próprios familiares, como “inimigos em potencial”. 4 – O economista Roberto Macedo constatou, em artigo para o jornal, que a economia brasileira está estagnada desde 1980 e em depressão desde 2016. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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