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Quem procura acha

Apegado apenas a eventuais erros processuais nas acusações contra ele, o senador Flávio Bolsonaro transmite à opinião pública a impressão de que, por saber o que fez, venha a ser flagrado mais dia menos dia pelos agentes da lei.

José Nêumanne

30 de maio de 2019 | 07h00

Sem apresentar nenhum fato novo que contrarie acusações contra ele, Flávio Bolsonaro passa a impressão de que terá de evitar que algo que ele fez venha à tona nas investigações. Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

A persistência com que Flávio Bolsonaro recorre à Justiça para bloquear as investigações do Ministério Público do Rio sobre atividades financeiras ilícitas de gabinetes da Alerj passam a impressão de que ele se lixa para a opinião pública. Como o conteúdo das alegações apresentadas por seus advogados nunca traz nada de novo e insiste apenas em firulas e chicanas numa busca desesperada de erros processuais, cada vez mais se firma a certeza de que a única forma de se livrar das acusações é interromper o trabalho de policiais e procuradores que podem flagrar eventuais ilícitos e confirmar o ditado popular segundo o qual quem procura acha. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 30 de maio de 2019.

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