Queiroz e o devoto do demônio

Wassef, advogado que defendia Jair e Flávio Bolsonaro e dono da casa onde Fabrício foi preso, era membro de seita satânica envolvida em morte e mutilação de crianças e adolescentes no Paraná, Maranhão e Pará há 30 anos

José Nêumanne

23 de junho de 2020 | 22h24

Por que será que advogado Wassef foi tão elogiado por competência e lealdade por Flávio, mesmo tendo incluído Bolsonaro no escândalo do ex-faz-tudo do senador, preso em casa de sua propriedade. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A fama que o advogado Fred Wassef conquistou advogando para Jair e Flávio Bolsonaro acabou revelando uma faceta inusitada de sua biografia. No fim dos anos 1980, ele tomou-se de amores pelo livro Deus, uma grande farsa, de Catarina de Andrade, líder de uma seita de adoradores do diabo, e foi investigado no Maranhão, Pará e Paraná pelo desaparecimento de crianças e adolescentes, alguns dos quais foram mortos e cujos corpos foram mutilados presumivelmente para uso em rituais satânicos. Os casos foram arquivados por falta de provas, mas o fato de Fabrício de Queiroz ter sido preso numa casa de sua propriedade em Atibaia lançou luz sobre esses fatos insepultos do seu passado. No inquérito do MP que levou o ex-faz-tudo de Flávio Bolsonaro para a cadeia, o senador e primogênito do presidente Jair Bolsonaro é tido como chefe da organização criminosa da qual fazia parte o miliciano do Escritório do Crime Adriano da Nóbrega, executado na Bahia. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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