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Quando Aras voltou da Lua?

Ao assinar parecer contra liminar do STF que impede Bolsonaro de contrariar política de isolamento social da OMS e do próprio MS, procurador-geral contraria medida adotada por quase todos os governos da Terra

José Nêumanne

14 de abril de 2020 | 22h06

Com passado próximo de ilustres petistas, PGR prometeu autonomia em relação a Bolsonaro, mas nem sempre consegue provar isso. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A semana pós-Páscoa começou com o procurador-geral da República, Augusto Aras, comensal de Zé Dirceu indicado a Bolsonaro por seu amigão do peito Alberto Fraga, que continua na espera para substituir Sérgio Moro no ministério ou na criação da uma pasta nova, da Segurança Pública, para inaugurar, despachando contra liminar do STF que proibiu o presidente da República de interferir em decisões de governadores e prefeitos de decretarem isolamento social. O problema é o argumento: ele acha que a proibição de circulação de pessoas não reduz a velocidade de contágio do vírus chinês. É exatamente o que negaram neste mesmo dia a OMS, os especialistas reunidos pela ONU para opinarem sobre o combate à pandemia e o encarregado de enfrentá-la nos EUA, que atribuiu os números terríveis de Nova York à resistência em adotar a medida (no caso, o governador Cuomo). Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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