Quadrilha e safadeza
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Quadrilha e safadeza

Antes de ser afastada, Dilma distribuiu milhões para festas juninas, pagando o cachê de Wesley Safadão

José Nêumanne

10 de junho de 2016 | 17h23

Safadão em ação

Safadão em ação

Dois dias antes de o Senado afastar Dilma Rousseff da Presidência e em meio a uma crise financeira, o governo liberou R$ 1,2 milhão para a festa junina de Maracanaú (CE). O dinheiro público foi usado para a contratação de Wesley Safadão e outras bandas. O cachê do cantor do hit “1% vagabundo” é R$ 200 mil, valor máximo que pode ser pago com verba pública. Em Aracaju (SE) e Limoeiro (PE), o governo também liberou dinheiro que foi utilizado para a contratação de Safadão. No total, o Ministério do Turismo desembolsou R$ 6 milhões para festas juninas.

A liberação da verba para Maracanaú foi prometida pelo ministro do Turismo, Henrique Alves, ainda em 2015. Mas o dinheiro só foi liberado em 10 de maio deste ano, quando o ministro era Alessandro Teixeira, marido da ex-miss bumbum.

Também foram contratados com verba federal para a mesma festa os shows de Bruno e Marrone, César Menotti & Fabiano, Lagosta Bronzeada, Aviões do Forró e Solteirões.

1,2 mi de patrocínio para festa junina e Safadão.

A pasta do Turismo diz que a verba ajuda a desenvolver a economia local e deve obrigatoriamente ser gasta com cachês e divulgação.

A respeito, Carlos Alberto Roxo escreveu para o Fórum dos Leitores um diagnóstico preciso e eu furtei a carta para reproduzi-a aqui.

Leia:

“Especialidade do PT: quadrilha e safadeza.”

Completo que festa junina é invenção de marketing de Luiz Gonzaga e é um dos maiores negócios do calendário turístico e cultural do Nordeste. A festa é normalmente paga pelos ingressos e pelas Prefeituras locais. Verba federal, só se for para justificar roubo. O leitor está certo.

Ouça aqui o hit que você bancou com Wesley Safadão e Garota Safada

 

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