PT pediu arreglo a Moro

Sem condições de enfrentar crise, governo do PT, aliado dos Ferreira Gomes de Sobral no Ceará, pediu ajuda a Bolsonaro e presidente mandou ministro da Justiça a Fortaleza

José Nêumanne

27 de fevereiro de 2020 | 13h05

Moro foi com Azevedo e Mendonça levar a Camilo, governador petista do Ceará, ajuda federal pedida por este para controlar situação caótica em Fortaleza. Foto: Jarbas Oliveira/Estadão Conteúdo

Desculpem-me todos os respeitáveis colegas, muitos dos quais admiro, que caíram na armadilha da narrativa do momento de responsabilidade do governo cearense, chefiado pelo PT e pelos Ferreira Gomes de Sobral, ao celebrarem uma trégua que seja à insana disputa polarizada para se darem as mãos e enfrentarem o grave problema de segurança pública que infelicita aquele Estado nordestino. Não tem nada disso. Vendo-se numa situação cabulosa sem saída, o governador petista Camilo Santana bateu o pino e foi correndo, com rabinho abanando, pedir socorro ao governo federal. Jair Bolsonaro cumpriu sua obrigação de acudir os cearenses com o envio de homens da Guarda Nacional e tropas das Forças Armadas para suprirem a lacuna aberta com a saída da PM, cujo estado de sublevação podia chegar a extremos como invadir o Palácio da Abolição e atentar contra o governador. Moro, Azevedo e Mendonça viajaram para Fortaleza, sendo desnecessária qualquer palavra oficial do chefe do governo. No caso ficou claro que ele age, não precisava falar. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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