PT no STF luta por padrinho
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PT no STF luta por padrinho

No Dia dos Namorados, um comentário nada romântico, pois, vencidos na Segunda Turma do Supremo, Gilmar e Lewandowski juntam-se com Toffoli na luta de que nunca desistem para soltar seu líder e patrono, Lula

José Nêumanne

12 de junho de 2019 | 11h42

Toffoli, Lewandowski e Gilmar Mendes, a ex-maioria de solta petistas na Segunda Turma do STF, não desiste do projeto de soltar padim Lula de Caetés. Foto: Nelson Júnior/STF

A jabuticaba podre do adiamento do início de cumprimento de penas de bandidos de colarinho branco condenados foi derrotada três vezes em 2016 em votações do Supremo Tribunal Federal, que tinha inventado a leitura da Constituição em que considerar culpado foi adotado como sinônimo de prender. Só que os cinco vencidos não desistem de tentar impor sua tirania sobre o idioma com votações de Mendes e Lewandowski na Segunda Turma, derrotados ontem pela nova maioria realista na Segunda Turma – Fachin, Cármen Lúcia e Celso –, que autorizou prender políticos do PP. Mas o terceiro baluarte da leniência – Toffoli – já avisou que porá em julgamento este ano mais uma tentativa de anular a jurisprudência vigente para favorecer Lula, a pedido da OAB, cujo presidente é candidato a vereador do Rio pelo PT.

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Assuntos do comentário da quarta-feira 12 de junho de 2019

1 – Haisem – “STF decide voltar a julgar a prisão em segunda instância”, informa chamada do alto da primeira página do Estadão hoje. Até quando os minoritários no Supremo Tribunal Federal insistirão em manter a tese absurda contra a jurisprudência da autorização para prender após segunda instância agora com a votação em plenário após voto do presidente da Segunda Turma, Ricardo Lewandowski

2 – Carolina – Para que, afinal servirá o tal Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a  Notícias Falsas, criado e propagado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e Conselho Nacional de Justiça, Dias Toffoli

3 – Haisem – O que significa, de verdade, a autorização dada ontem em votações folgadas para o governo pedir empréstimos de 290 bilhões de reais para pagar contas correntes sem ter de descumprir a chamada “regra de ouro” da Constituição, que proíbe esse expediente

4 – Carolina – “Para evitar CPI, Moro falará a deputados e senadores”, é chamada de primeira página do Estadão hoje. Você acha que o ministro da Justiça fez bem em atender ao conselho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ir espontaneamente à Comissão de Constituição e Justiça para dar explicações sobre a crise das mensagens de Telegram

5 – Haisem – Terá o ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso motivos para estranhar o que ele chamou de “euforia” em torno da polêmica sobre a troca de mensagens entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato

SONORA_BARROSO

6 – Carolina – Será que o comentário de Barroso seria mais uma farpa contra a comemoração de seu velho inimigo Gilmar Mendes do que este chamou de “último escândalo da Lava Jato”

SONORA_GILMAR MENDES

7 – Haisem – Qual está sendo o erro estratégico dos políticos que querem se vingar de Moro se aproveitando da deixa da troca de mensagens de Telegram com os procuradores da Lava Jato apontado em seu artigo publicado na página 2 do Estadão hoje, intitulado A Moro e Dallagnol ainda restará a opção pelo voto

8 – Carolina – Que comentário você tem a fazer sobre Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o presidente Bolsonaro em Juiz de Fora, em 6 de setembro do ano passado, ter negado a notícia de que emissoras de televisão estariam pagando seus advogados

 

Poema para encerrar programa do Dia dos Namorados para Isabel

Amo-te como a planta que não floriu e tem

dentro de si, escondida, a luz das flores,

e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo

o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,

amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:

amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,

tão perto que a tua mão no meu peito é minha,

tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.

Pome de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto

(Pablo Neruda)