PSL, saco de gatos
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PSL, saco de gatos

Desencontro de datas das posses de chefe do Executivo e parlamentares e falta de traquejo das bancadas do PSL criam obstáculos difíceis de serem superados na relação entre novo governo e Legislativo

José Nêumanne

09 de janeiro de 2019 | 07h06

Candidatura de Major Olímpio à Presidência do Senado comprova amadorismo do PSL de Bolsonaro no jogo parlamentar. Foto: Sérgio Castro/Estadão

Dois problemas têm prejudicado muito as relações do governo Bolsonaro com o Congresso Nacional. O primeiro é o desencontro do calendário institucional maluco do País, no qual o chefe do Executivo toma posse dois meses antes do Congresso renovado, obrigando-o a negociar com uma mixórdia de parlamentares reeleitos e em despedida, com uma renovação de 52% da Câmara dos Deputados. O outro, o PSL, que, por apoiar Bolsonaro, teve sua bancada na mesma Casa ampliada de 1 para 52 membros, mas não consegue traduzir a força no novo governo na conquista de mais membros nem das presidências das duas casas, agindo de forma jejuna como um autêntico saco de gatos. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 9 de janeiro de 2019.

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