PSL cai no conto do chinês
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PSL cai no conto do chinês

À revelia do partido e à margem da lei, comitiva de parlamentares do PSL foi à China em teoria para conhecer tecnologia de reconhecimento facial de empresa cuja presidente foi presa no Canadá

José Nêumanne

18 de janeiro de 2019 | 07h00

Carla Zambelli (PSL-SP), líder do movimento Nas Ruas, diz que viagem à China foi paga pelos parlamentares e pela Embaixada da China. Foto: Reprodução/YouTube

O PSL, partido que teve bancada federal inflada pelo fenômeno Bolsonaro, tem protagonizado os episódios mais burlescos da política brasileira contemporânea. O mais recente deles é uma viagem de um grupo de 12 parlamentares à China, a convite da Huawey, empresa cuja presidente foi presa no Canadá provocando um atrito diplomático com os EUA, para conhecer um sistema de reconhecimento facial, em teoria para ser usado em aeroportos brasileiros. Mas que, diante da má fama do fornecedor e da notória volúpia do serviço de espionagem chinês, pode ser empregado para fins inconfessáveis de localizar inimigos e competidores da ditadura comunista que administra a maior economia mundial. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da sexta-feira 18 de janeiro de 2019.

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