PSDB e PT mal em São Paulo
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PSDB e PT mal em São Paulo

Com 2 palanques em São Paulo, Alckmin não consegue ficar perto de Bolsonaro, líder das pesquisas, nem garantir eleição tranquila para Doria ou França, embora superem PT de Haddad e Marinho

José Nêumanne

26 de setembro de 2018 | 12h44

Alckmin e Dória, juntos e constrangidos em campanha no ABC Paulista, onde não vão bem, como PT de Haddad e Marinho. Foto: Ciete Silverio/PSDB

A pesquisa Ibope Estadão Globo divulgada esta semana trouxe detalhes que não tiveram muito destaque no noticiário, mas contêm importantes revelações sobre o quadro histórico do poder no maior colégio eleitoral do País – o Estado de São Paulo. Chama atenção o risco da revoada dos tucanos para longe do poder no Palácio dos Bandeirantes, onde reinaram por 24 anos em mandatos próprios ou de vices aliados empossados: o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, apostou em João Doria e Márcio França, este do PSB, e nenhum tem vitória assegurada. Ele mesmo está longe do favorito no Estado, Jair Bolsonaro, do PSL. Seu ferrenho opositor, o PT, também vai de mal a pior com Fernando Haddad e Luiz Marinho.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado _FM 107,3 – na quarta-feira 26 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário da quarta-feira 26 de setembro de 2018

 

1 – Haisem – Que novidades o último levantamento da pesquisa Ibope Estadão Globo trouxe sobre a disputa do governo do Estado de São Paulo, o mais rico e populoso do País?

 

2 – Carolina – A que conclusões é possível chegar após a leitura dos dados sobre a disputa pela Presidência da República no Estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do País no levantamento do Ibope divulgado ontem?

 

3 – Haisem – Você considera bom ou ruim para o Estado de Direito no Brasil o cancelamento por falta de quórum da reunião que o ex-ministro da Justiça e signatário do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, advogado Miguel Reale Júnior, tentou promover ontem em São Paulo tentando unificar o chamado “centro democrático” ou, como dizem outros, uma imitação da terceira via das disputas eleitorais européias?

 

4 – Carolina – O que você tem a destacar da viagem que o presidente Michel Temer fez a Nova York para abrir a Assembleia Geral da ONU, como acontece tradicionalmente a cada ano?

 

5 – Haisem – Qual a importância política da notícia de que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal autorizou a prisão do senador Alcir Gurgacz, do PDT de Rondônia, condenado a 4 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro nacional em fevereiro deste ano pelo mesmo STF?

 

6 – Carolina – Por que o Partido Socialista Brasileiro requereu ao Tribunal Superior Eleitoral para não invalidar os títulos dos eleitores que perderam o prazo para o cadastramento biométrico obrigatório permitindo que eles participassem pelo menos do segundo turno das eleições, o que foi negado pela presidente do TSE, ministra do STF Rosa Weber, e deverá ser submetido a julgamento no Supremo Tribunal Federal na sessão de hoje, com o ministro Luís Roberto Barroso como relator?

 

7 – Haisem – Qual é, afinal, o status atual do famoso Paulo Preto, acusado de ser operador de propinas do PSDB de São Paulo à época do governo José Serra quando, então, ocupava uma diretoria da Dersa após nova decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, depois que um dos membros dessa turma, o indefectível ministro Gilmar Mendes, mandou soltá-lo com anuência de seus colegas Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, agora substituído no colegiado por Cármen Lúcia por ter ele ocupado a presidência da Corte?

 

8 – Carolina – E, por falar em puxa-encolhe, o que será feito da candidatura do ex-governador do Paraná Beto Richa, do PSDB, depois que o Ministério Público do Estado, que ele governou, o denunciou por corrupção e fraude à licitação 11 dias depois de o ministro do STF Gilmar Mendes ter mandado soltá-lo?

 

 

 

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