Providência tardia da Vale

Providência tardia da Vale

Crime contra humanidade e ameaça ao "rio da unidade nacional" resultaram de desleixo, desumanidade e também incompetência da direção da Vale que deixou acontecer o pior antes de agir

José Nêumanne

30 de janeiro de 2019 | 09h57

Não há bilhões de prejuízo que possam punir mineradora pelas vidas destruídas pela lama seca da ganância e do descuido dela. Foto: Adriano Machado/Reuters

Presidente da Vale, Fábio Shvartsmann, dá notícia de que represas de rejeitos minerais serão substituídas por tecnologia mais moderna depois do crime contra humanidade cometido pela empresa em cumplicidade com o Estado de Minas e a União após arrombamento da que em teoria estava desativada no Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais. O fato de a providência só ter sido tomada depois da tragédia que enlutou famílias e ameaça a represa de Três Marias e o São Francisco, “rio da unidade nacional”, e de um prejuízo bilionário da mineradora revela descaso, insensibilidade e também incompetência de todos quantos por omissão deixaram a tragédia acontecer à beira de seu refeitório. Vergonha!

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