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PGR não levou em conta necessidade de juntar denúncias de Marinho às de Moro contra Bolsonaro e relator da Furna da Onça transformou vazamento da PF em cuidado para proteger segundo turno de perturbações

José Nêumanne

19 de maio de 2020 | 21h22

 

Abel Gomes, relator da Operação Furna da Onça no TRRJ, disse que ela foi adiada para não perturbar segundo turno da eleição presidencial, sem levar em conta o crime cometido. Foto: Divulgação/TRF-3

O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar supostos vazamentos de informações da Polícia Federal na Operação Furna da Onça, deflagrada em novembro de 2018 em que constou relatório do Coaf constatando movimentações atípicas por Fabrício Queiroz, assessor do filho 01 do presidente Jair Bolsonaro. O MPF também pediu o desarquivamento do inquérito policial da Polícia Federal, conduzido após suspeitas de vazamentos ainda em 2018. O desembargador Abel Gomes, relator da Furna da Onça no TJRJ, disse que as autoridades entenderam que realizar a operação após o segundo turno das eleições 2018 ‘seria o correto e consentâneo’ com a lei, decisão que caracterizou como uma ‘precaução lídima e lógica’. Mas não indicou que lei que protege um candidato criminoso adiando a divulgação de seu crime.

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Assuntos para comentário na terça-feira 19 de maio de 2020:

 1 – Haisem – A manchete do noticiário da política no Portal do Estadão é a seguinte: MPF abre investigação sobre vazamento de informações a Flávio Bolsonaro. Você avalia que este é o caminho certo para p procurador-geral da República, Augusto Aras, mostrar que, enfim, pretende desvendar a interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal

 2 – Carolina – O que você acha do fato de a Polícia Federal nada ter descoberto em sua primeira investigação sobre vazamento da Operação Furna da Onça, o que a obriga agora a correr atrás das revelações bombásticas do empresário Paulo Marinho

 3 – Haisem – O que você traz de novo sobre o escândalo do vazamento da facção que você chama de bolsonarista na Polícia Federal em seu artigo para o Blog do Nêumanne no Portal do Estadão intitulado Marinho encalacra Bolsonaro de vez

 4 – Carolina – Com entrada na Educação, Centrão enfraquece Weintraub – é o título de chamada na primeira página da edição do Estadão hoje. O que há de relevante na nomeação do novo presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação a esta altura das crises sanitária, econômica e política que assolam o Brasil contemporâneo

 5 – Haisem – O que você tem a dizer sobre o depoimento do ministro interino da Educação, Eduardo Pazuello, sobre o fictício esforço conjunto entre governo federal, governadores estaduais e prefeitos municipais na reunião virtual da Organização Mundial da Saúde ontem

 6 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a morte do ex-governador de São Paulo Laudo Natel ontem, aos 99 anos de idade

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