Privilégios de maganões
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Privilégios de maganões

Justiça brasileira perde razão ao proibir uniforme de presidiário e algemas para Eduardo Azeredo, como fez juiz mineiro, e permitir visita de deputados a Lula, por ordem do ministro Fachin, do STF.

José Nêumanne

23 Maio 2018 | 17h52

Sem algemas, liberado de uniforme de presidiário e conduzido a quartel da PM, ex-governador é a cara do privilégio na pátria da desigualdade. Foto: Maurício Vieira/Hoje em Dia

Houve um tempo em que se dizia que no Brasil só pretos, pobres e prostitutas iam para a cadeia. Depois que Marcelo Odebrecht, que é branco e rico, e Lula, que é rico e poderoso, foram incluídos na população carcereira, já não se pode mais dizer a mesma coisa. Mas o chamado foro de prerrogativa de função não é o único privilégio que distingue cidadãos de primeira classe de nós outros, passageiros do porão. Agora os juízes dos tribunais superiores estabeleceram que Lula pode receber deputados diariamente, privilégio similar a Fernandinho Beira-Mar visitar Nem da Rocinha. E Eduardo Azeredo não será humilhado envergando uniforme de condenado, privilégio não concedido ao coleguinha Sérgio Cabral. Este é um de meus comentários no Estadão às 5, transmitido do estúdio da TV Estadão no meio da redação do jornal, ancorado por Emanuel Bomfim e retransmitido nas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quarta-feira 23 de maio de 2018, às 17 horas.

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