Privilegiados sabotam reforma
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Privilegiados sabotam reforma

Até presidente da República atua como lobista de castas que forçam relator da reforma da Previdência a alterar texto final mantendo privilégios sustentados pelo sacrifício de trabalhadores e desempregados

José Nêumanne

04 de julho de 2019 | 11h48

Comissão Especial da reforma da Previdência da Câmara é verdadeira panela mantida por pressão das castas que querem manter privilégios a qualquer custso. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A reforma da Previdência – seja o projeto de Temer, que foi abandonado, seja o de Paulo Guedes, que está sendo encaminhado na mesma direção, e mesmo o apadrinhado pelos chefões do Congresso, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia – está sendo sabotado mais uma vez pelos descaminhos da força e do poder das castas privilegiadas que detê o poder de fato. Todos –  do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao relator, Samuel Moreira (PSDB-SP) – têm responsabilidade nisso por não se mostrarem infensos à privilegiatura. No caso do chefe do Executivo, pela reforma especial dos militares e agora pelo patrocínio da causa dos profissionais da segurança, e no do tucano, por se ter obrigado a produzir uma série de modificações no relatório.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 4 de julho de 2019

1 – “Bolsonaro tenta ajudar policiais na reforma e proposta é recusada”, é a manchete do Estadão de hoje. O que esse vaivém do relatório infindável de Samuel Moreira prova definitivamente sobre a submissão aos lobbies invencíveis dos privilégios infindáveis

2 – Que razões tinha o presidente Bolsonaro para imaginar que a reforma da Previdência seria diferente de “ninguém querer perder nada”.

3 – Léo Pinheiro, o ex-presidente da OAS, que foi fotografado com Lula na obra do tríplex do Guarujá, que a empreiteira financiou, escreveu da prisão uma carta que a Folha de S.Paulo, parceira de Glenn Greenwald na revelação das mensagens com as quais a defesa do petista tenta constranger os agentes da lei que combatem corrupção, resumiu na manchete de hoje “Nunca sofri coação, afirma empresário delator de Lula”. E agora, Glenn?

4 – Que esclarecimentos você acha que o Senado da República poderá obter do tal advogado e jornalista americano Glenn Greenwald sobre o momentoso caso das mensagens atribuídas por seu site The Intercept Brasil ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, a procuradores da Lava Jato e outras autoridades do combate à corrupção

5 – O que poderá haver, além da obviedade, na declaração que o ex-juiz Sérgio Moro de que ele passa e a instituição, no caso o Ministério da Justiça, fica

6 – Você se surpreendeu com a notícia dada em primeira página do Estadão segundo a qual “’Pacto’ entre os Poderes acaba em cinco semanas”

7 – O que, a seu ver, levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a autorizar abrir uma CPI sobre “fake news”, como sendo a maior prioridade deste momento dramático de tantas prioridades

8 – O que, em sua opinião, teria levado a Operação Lava Jato a abrir novo inquérito sobre propina de 13 milhões e meio de reais atribuídos ao ex-presidente da Braspetro Sérgio Machado

 

 

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