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Primeiro, filhos e amigos

Vídeo é bala de p.rata de Moro contra Bolsonaro, por conter provas materiais da tentativa do ex-chefe de interferir politicamente na Polícia Federal, que é órgão de Estado, e não assessoria pessoal do presidente

José Nêumanne

13 de maio de 2020 | 21h52

Bolsonaro tentou forçar Moro a aceitar seu segurança na reta final da campanha eleitoral, Alexandre Ramagem, para dirigir a PF e, com isso, levou o ex-juiz a se demitir. Foto: Adriano Machado/Reuters

O vídeo com a reunião do Conselho do Governo em que o presidente Jair Bolsonaro ameaçou demitir o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, caso este não aceitasse a troca sem motivação do diretor-geral da Polícia Federal, escancara a preocupação do presidente com um eventual cerco da polícia judiciária a seus filhos e amigos, que não identificou. O presidente justificou a necessidade de trocar o superintendente da corporação no Rio de Janeiro à defesa de filhos e amigos alegando que sua família estaria sendo ‘perseguida’. O presidente aparece no vídeo chamando a superintendência fluminense da PF de “segurança do Rio”, segundo relatos. O chefe do Executivo fez varredura antes de entregar o vídeo, que será submetido à perícia e depois saiu dizendo que tratava de segurança institucional, e não de eventuais inquéritos.

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Assuntos para comentário na quarta 13 de maio de 2020:

 1 – Haisem – Em vídeo, Bolsonaro liga troca na PF à proteção de sua família – diz manchete de primeira página do Estadão de hoje. Afinal, terá sido esta a famosa bala de prata que Moro guardou para disparar na hora certa contra a reputação do presidente da República

 2 – Carolina – Que tipo de conseqüência jurídica terá a afirmação do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que, ao se referir à família, não falava da Polícia Federal, mas da segurança dos filhos, que não está na área do Ministério da Justiça, mas sob a pasta da Segurança Institucional

 3 – Haisem – O que você tem a comentar sobre o desempenho dos três ministros generais do Palácio do Planalto no inquérito do STF que investiga as acusações de Sergio Moro contra Jair Bolsonaro por ocasião da crise gerada pela demissão do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo

 4 – Carolina – De que problema institucional específico você trata em seu artigo na página de Opinião do Estadão hoje, intitulado Democracia ameaçada na república dos poltrões

 5 – Haisem – AGU diz que entregou os exames de Bolsonaro ao STF – noticia hoje o Portal do Estadão na internet. O que a revelação do resultado do teste a que o presidente se submeteu para saber se foi, ou não, infectado pela covid-19 no Hospital das Forças Armadas, agora nas mãos do ministro do STF Ricardo Lewandowski

 6 – Carolina – Qual será, a seu ver, o destino do ministro da Saúde, Nelson Teich, completamente isolado justamente no momento em que o País está chegando ao pico da pandemia causada pelo novo coronavírus

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