Presidente sem voto
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Presidente sem voto

Neste Brasil das aberrações institucionais Temer viaja para Cabo Verde para tratar de quinquilharias, Maia e Eunício têm de deixar o País para concorrer e Cármen Lúcia, que nunca disputou eleição, assume. Pode?

José Nêumanne

18 de julho de 2018 | 07h27

Sem nunca ter disputado eleição na vida, Cármen Lúcia assume presidência nesta democracia do tílburi. Foto: André Dusek/Estadão

A elite política civil dirigente do Brasil não se cansa de criar e manter aberrações jurídicas como esta necessidade de substituir o presidente da República sempre que ele deixa o território nacional. Na terça 17 e quarta-feiras 18 de julho Michel Temer viajou para Cabo Verde para uma reunião sem importância alguma e, para isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o do Senado, Eunício de Oliveira, também tiveram de viajar a alto custo público num momento de grave crise para não se tornarem inelegíveis. Os políticos deste país sem jeito andam de tílburi em plena era da corrida espacial. Assumiu a Presidência da República, a presidente do STF, Cármen Lúcia, nunca votada. Este é meu comentário no Estadão Notícias que está no Portal do Estadão desde as 6 horas da quarta-feira 18 de julho de 2018.

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