Presidente não fica acima da lei

André Mendonça prega respeito ao voto popular e compreensão para povo para dar permissão especial a seu chefe, Bolsonaro, que pode nomeá-lo para STF, para cometer crimes que a lei proíbe

José Nêumanne

16 de junho de 2020 | 23h31

Protegido por Toffoli na AGU, Mendonça, ministro da Justiça, é ponte de Bolsonaro com o STF, para o qual o chefe prometeu nomeá-lo na vaga do decano inimigo, Celso de Mello. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A PM do Distrito Federal desmanchou acampamento de milicianos armados no sábado pela manhã e, à noite, expulsos do 300 (de fato, 30) pelo Brasil simularam bombardeio com fogos de artifício contra sede do STF, óbvia referência ao código de sinallzação de bandidos do tráfico de drogas e das milícias que ocupam bairros da periferia miserável do Rio de Janeiro, por culpa da incompetente ausência do Estado brasileiro. Toffoli, Gilmar e Moraes criticaram duramente o ataque. Mas o ministro da Justiça, André Mendonça, expert em esperteza para se dar bem na vida sob o PT e sob a direita chula de Bolsonaro, divulgou nota exigindo respeito ao voto popular e dando a entender que, eleito, presidente paira sobre a lei, podendo cometer quaisquer crimes, que é exatamente o caso do capitão enxofrel, do qual esse ministrinho sabujo espera (des)merecer indicação para o próprio STF, em novembro. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique aqui

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.