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Presidente, não acalme, previna!

Entre contradições da fala de Bolsonaro à imprensa para anunciar combate do governo à pandemia uma pode ser revelada pela imagem dos entrevistados usando máscaras e ele reclamando de "histeria"

José Nêumanne

18 de março de 2020 | 22h22

Se Bolsonaro realmente acredita que há “histeria” sobre ameaça da covid-19 no Brasil, por que, então, ele e seus ministros usaram máscaras cirúrgicas na coletiva? Foto: TV Brasil/Reprodução

No dia em que foi anunciada a primeira morte de brasileiro por comprovada contaminação do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro nomeou primeiro um grupo de 21 ministros e altos dirigentes do governo federal para gerir a crise da pandemia. Foi uma atitude imprópria, pois tudo o que se espera da cúpula federal é que não promova reuniões com muitos participantes, pois este é o pior exemplo a ser dado. Além disso, ele não desistiu de reclamar do que chama de “histeria” a respeito de uma ameaça seriíssima à saúde e à economia da população mundial e da qual, com as deficiências da saúde pública e as fragilidades da economia brasileira, não é prudente que o ocupante do mais alto cargo político do país insista em tranquilizar em vez de preparar para o pior.

 

Assuntos do comentário de quarta-feira 18 de março de 2020

 1 – Haisem – Você acha que a primeira morte por coronavírus no Brasil influiu na decisão do presidente Jair Bolsonaro de criar uma comissão para cuidar da crise da pandemia, conforme foi anunciado ontem

 2 – Carolina – A decisão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM e médico, de mandar fechar o comércio em seu Estado dá, na sua opinião, razão a Bolsonaro, que acusou os governadores de estarem prejudicando a economia

 3 – Haisem – Que lições você acha que o presidente da República pode aprender das decisões tomadas ontem por seus ídolos Donald Trump e Benjamin Netanyahu

 4 – Carolina – Qual é sua opinião sobre a decisão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, de se mudar de casa para o gabinete

 5 – Haisem – Você se surpreendeu com a onda de soltura de presos a pretexto de justiça e imunidade, decidida pelo Conselho Nacional de Justiça, presidido por Dias Toffoli

 6 – Carolina – Que posição você adotou no artigo Coronavírus, a marcha da insensatez, publicado ontem na página A2, de Opinião, no Estadão

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