Presença de Herzog

Presença de Herzog

Herzog foi torturado e morto na ditadura militar e negativas de Bolsonaro em nada alteram essa verdade histórica, da mesma forma que reabertura do processo contra seus torturadores é impedida pela anistia

José Nêumanne

01 de agosto de 2018 | 07h04

Ao ser torturado e morto numa dependência clandestina da ditadura, o jornalista Vladimir Herzog foi estopim que implodiu o regime. Foto: Reprodução AE

No dia em que o presidenciável Jair Bolsonaro negou no Roda Viva a tortura e execução deVladimir Herzog no DOI-Codi e da ditadura militar, responsável pelo atentado, o Ministério Público reabriu o processo fo caso. A declaração do candidato, que figura nas pesquisas como favorito da extrema direita, não resiste à consulta de arquivos de jornais e emissoras de rádio e TV e a registros de historiadores sobre os anos das trevas do regime autoritário tecnocrático-militar. E, apesar de se basear numa condenação recente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o processo instaurado pelo MP foi arquivado por confrontar a Lei da Anistia. São variações sobre tema já extinto. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde às 6 horas da quarta-feira 1.º de agosto de 2018.

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