Prêmio demais, delação de menos
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Prêmio demais, delação de menos

Polícia Federal denunciou procurador Miller, marchante Joesley e seus advogados por corrupção por causa de prêmio dado sem delação equivalente, mas STF ainda não a anulou nem explicou participação de Fachin nela

José Nêumanne

26 Junho 2018 | 13h21

 

Joesley falou muito, não apresentou provas e ganhou prêmio exagerado pela “delação”. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A denúncia apresentada pela Polícia Federal contra o procurador da República Marcelo Miller, o marchante de Anápolis Joesley Batista e seus advogados por corrupção era inevitável, porque, de fato, a delação premiada, negociada pelo Ministério Público Federal sob os auspícios de seu chefe, Rodrigo Janot, até agora mostrou que deu prêmio demais para delação de menos, de vez que até agora o delator não contou como e por ajuda de quem, Lula e Dilma, se tornou o maior produtor de proteína animal do mundo. Resta saber quando o STF vai decidir sobre isso em vez de ficar, como de hábito, empurrando o julgamento com a barriga até as calendas gregas e evitando dessa forma explicar a participação do relator Edson Fachin, que a homologou. Este é meu comentário no podcast Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 26 de junho de 2018.

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