Por que militares de fora?
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Por que militares de fora?

Se realmente governo quer dar prioridade à reforma da Previdência, não há razões para querer discuti-la no Parlamento antes de apresentar projeto específico para militares, como quer Rodrigo

José Nêumanne

26 de fevereiro de 2019 | 06h57

Decisão de Rodrigo Maia de só por em votação projeto geral após receber plano específico apenas para militares deve ser respeitada, pois é correta. Foto: Dida Sampaio/Estadão

É verdade que a tarefa mais urgente do governo Bolsonaro é salvar as contas públicas do desastre dos desgovernos petistas e o primeiro passo, inevitavelmente, será evitar o rombo da Previdência, reformando-a. Também é claro que a reforma proposta pela equipe econômica de Paulo Guedes é muito boa e o melhor que o Congresso deverá fazer é aprová-la o mais rapidamente que puder. Mas não há o menor sentido o Legislativo começar a votar o que interessa a todos sem que tome conhecimento do que está sendo preparado para os militares. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pois, tem todas as razões do mundo para informar que o projeto só vai para CCJ com a parte dos militares pronta.

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