Por que Lula está no topo
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Por que Lula está no topo

Mesmo inelegível, petista lidera Ibope e Datafolha por causa da lembrança de seus mandatos com pleno emprego, baixo nível da concorrência e dos pobres injustiçados que acreditam na mentira de que é caso dele

José Nêumanne

22 Agosto 2018 | 11h29

Haddad, ao lado de Costa, candidato à reeleição, e Wagner, disputando Senado, usa camiseta com efígie do patrono. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Mesmo condenado e preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o candidato do PT a presidente da República, Lula, está no topo das pesquisas de intenção de votos no Ibope e no Datafolha. Isso reflete a lembrança do pleno emprego e dos planos de renda mínima de seus governos e registra a péssima qualidade do debate eleitoral no noticiário e nos confrontos em rádio e televisão. Também é preciso levar em conta que a mentira grosseira de que o petista é vítima de injustiças do baronato e da Justiça é absorvida pelo povo, que sofre na vida real desses males cotidianamente: da população carcerária, da qual o ex faz parte, 40% pagam pena sem processo ou já tendo cumprido a sua. É o Brasil!

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na quarta-feira 22 de agosto de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos para o comentário da quarta-feira 22 de agosto de 2018

 

1 – Haisem – Quais os principais motivos da contínua ascensão do inelegível Lula na pesquisa do Ibope feita sob encomenda do Estado de S. Paulo e das Organizações Globo, chegando agora aos 36% das intenções dos votos dos cidadãos aptos a votar?

 

2 – Carolina – Um ponto tem chamado a atenção dos analistas a respeito da candidatura do PT na pesquisa do Ibope a que você se referiu. Segundo a mesma pesquisa, 39% dos eleitores que dizem que pretendiam votar no ex-presidente responderam que não votariam no ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, escalado por Lula para substituí-lo na chapa do PT para a Presidência, quando a candidatura dele for, como se espera que seja, impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal?

 

3 – Haisem – O PT está fazendo um grande escarcéu a respeito de uma intervenção de um comitê de direitos humanos ligado à ONU que exige do “Brasil”, seja lá o que isso signifique, a imediata permissão para que, mesmo condenado em segunda instância, Lula possa candidatar-se. Por que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes não deu muita bola para essa determinação?

 

4 – Carolina – Ontem, ao noticiar a pesquisa do Ibope, o Estado de São Paulo chamou a atenção para o primeiro lugar do deputado Jair Bolsonaro, do PSL, na disputa do primeiro turno. Mas na mesma edição foi registrado um índice de rejeição de 37%. O que esses dados significam de verdade?

 

5 – Haisem – Quais são as chances reais de candidaturas das quais se esperava mais, mas que até agora não deram nenhuma demonstração de força, no caso as de Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin? Elas ainda têm alguma chance de decolar ou jamais sairão do chão?

 

6 – Carolina – Você esperava alguma modificação da Segunda Turma do STF na decisão autocrática do ministro Dias Toffoli quanto à libertação dos condenados no mensalão José Dirceu e João Cláudio Genu?

 

7 – Haisem – O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi acusado ontem pela 25.ª vez pelo Ministério Público Federal em processos da Lava Jato. No entanto, seu antigo aliado, Eduardo Paes, divide com o jogador Romário e o também ex-prefeito do Rio César Maia, os primeiros lugares na disputa para o governo do Estado. Não existe aí uma contradição em termos?

 

8 – Carolina – Qual a importância da decisão do ministro Luis Roberto Barroso de permitir a partilha de provas no processo contra uma suspeita de propina de 10 milhões ao MDB da investigação em curso sobre eventuais vantagens conseguidas por concessionários do porto de Santos pelo presidente Michel Temer?