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Por que Bolsonaro rifou Bebianno

Advogado de extrema confiança do presidente e ministro caiu em desgraça com ele e filhos por ter alertado para gravidade do inquérito do MP do Rio sobre peculato do gabinete do primogênito na Alerj

José Nêumanne

30 de julho de 2020 | 19h57

Ao avisar a Bolsonaro que investigação sobre peculato de Queiroz no gabinete de seu filho nota zero um poderia ter consequências graves, Bebianno assinou a própria demissão. Foto: Wilton Jr./Estadão

No fim de fevereiro, começo de março de 2019, fui ao Rio para uma reunião e lá um amigo querido, que conhecera Gustavo Bebianno através de Paulo Marinho, me contou que a verdadeira causa da queda do advogado carioca da assessoria próxima de Jair Bolsonaro foi ele haver avisado ao presidente que o relatório do Coaf enviado à Operação Furna da Onça do MP sobre movimentações financeiras atípicas do assessor e amigão da famiglia Fabrício Queiroz poderia ter consequências mais graves do que de início parecia. Por isso, a revelação feita pelo suplente do senador Flávio do encontro do ex-ministro com o então presidente eleito na toalete de seu escritório no governo de transição me soou verdadeira, confirmando minha certeza de que esse avisp tinha sido dado seria a única explicação plausível para as demissões do subtenente da PM do gabinete do nota zero um na Alerj e da filha deste, Nathalia, funcionária-fantasma do gabinete de Jair na Câmara dos Deputados. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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