Políticos querem legalizar achaque

Com MPs investigando casos de achaque de deputados estaduais, como no exemplo do Rio, chefões partidários resolveram propor lei que taxa salários de parlamentares e assessores em 3% e tornar o crime lei

José Nêumanne

24 de novembro de 2019 | 19h13

Arquitetura suntuosa do Tribunal de Justiça da Bahia inspirou estilo arquitetônico da vida de fausto do juiz que trabalhava no prédio e foi preso por corrupção. Foto: TJBA

Chefões das organizações criminosas partidárias estão negociando nos desvãos do Congresso Nacional uma nova lei que taxe salários de políticos e assessores para patrocinar fundos bienais de financiamento de eleições de R$ 4 bilhões. Ou seja, é tornar normal prática de peculato estelionato comum em sedes legislativas brasileiras, em que vereadores, deputados estaduais ou federais ou senadores apropriem-se de forma voluntária de parte de salários pagos acima da média de mercado a funcionários sem qualificação profissional. É, por exemplo, a suspeita que recai sobre deputados estaduais do Rio como André Ceciliano, presidente da Alerj, ou Flávio Bolsonaro, hoje senador. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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