Podridão surrealista no Rio

Podridão surrealista no Rio

Perita do IML do Rio informou à Justiça que é impossível fazer nova perícia no cadáver do miliciano, pois ali não há uma câmara de congelamento para interromper o avançado processo de putrefação do corpo

José Nêumanne

21 de fevereiro de 2020 | 21h24

Foragido nas proximidades de Salvador, ex-capitão do Bope lavava dinheiro com terras e bois e não fazia questão alguma de se esconder. Foto: Reprodução

A Justiça resolveu submeter o cadáver do miliciano Adriano a nova perícia e determinou que o IML do Rio preservasse o cadáver. A perita Luciana Lima escreveu um bilhete em resposta informado que o corpo está em avançado estado de putrefação e a perícia é impossível, porque a instituição não dispõe de câmara de congelamento que torne possível a necrópsia. O Brasil é um país surrealista.

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