As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Pobres terão verbas pífias

Medidas do governo para evitar desemprego em pequenas empresas ainda não saiu do papel e terá 2% do PIB brasileiro, enquanto medida em prática nos EUA chega a 5,3%, e Espanha e Reino Unido, 17%, igual à média na Europa

José Nêumanne

31 de março de 2020 | 18h15

Com Bolsonaro, presidentes do BC, Campos, da CEF, Guimarães, e do BNDES e Montezano, lançam medidas para socorrer pequenas empresas e salvar empregos. Foto: Marcos Correa/PR

Embora Jair Messias Bolsonaro insista no grande esforço que seu governo faz para financiar trabalhadores informais e proteger os empregos dos mais pobres na pandemia, os fatos mostram que não é bem assim. Ele e os presidentes de BC, CEF e BNDES anunciaram um pacote de medidas para ser levado à prática em duas semanas e o total prometido equivale, segundo FGV, a 2% do PIB. Depois disso, a Casa dos Representantes dos EUA entregaram 5,3% do PIB para socorro a vítimas econômicas e sanitárias da covid-19. Espanha e Reino Unido chegaram a 17%, média europeia com o mesmo destino. Enquanto isso, cresce o abismo entre presidente e governadores. O do Rio, Wilson Witzel, ampliou o período de isolamento social e acusou o chefe da União de “crimes contra a humanidade” por seu passeio em Brasília domingo em desafio ao próprio ministro da Saúde, que oficialmente comanda a estratégia para reduzir a chance de a saúde pública vir a colapso. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique aqui

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: