Pileque e pendura

Pileque e pendura

Na convenção nacional do PT para lançar a chapa para eleição presidencial, um ator de renome leu texto de Lula, cujo retrato foi usado como máscara sobre o rosto dos militantes, metáfora perfeita para a ocasião

José Nêumanne

06 de agosto de 2018 | 15h00

Na convenção nacional do PT, “líderes” do partido exibiram a metáfora perfeita nas máscaras de Lula. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

No clássico A Formação das Almas, o historiador José Murilo de Carvalho contou uma anedota pitoresca sobre o fim da parada militar após a Proclamação da República, em que o jacobino Lopes Trovão não teve dinheiro para bancar os tragos pedidos pelos fiéis seguidores e o taverneiro pagou o mico, inaugurando a tradição do déficit público brasileiro. Esse déficit, hoje bilionário, será administrado em 2019 pelo vencedor de uma disputa à qual o cidadão que paga a conta da taverna republicana é submetido a espetáculos grotescos como a canalhice explícita do PT, que apresenta o presidiário Lula como candidato, Fernando Haddad como vice e Manuela d’Ávila, do PCdoB, no papel de vice do vice.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 6 de agosto de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário da segunda-feira 6 de agosto de 2018

 

SONORA Que país é este? Legião Urbana, Renato Russo, 40 anos

https://www.youtube.com/watch?v=CqttYsSYA3k

Começar no 0:37

 

1 – Haisem – A manchete do Estadão hoje – PT põe em prática ‘plano B’ e define Haddad vice de Lula – era o final que você esperava para a candidatura fake do ex ou ainda virão outras reviravoltas do gênero, depois que o primeiro pedido de impugnação da farsa já deu entrada no Tribunal Superior Eleitoral ainda ontem?

 

2 – Carolina – Você tem uma explicação lógica e objetiva para o fato de o PT insistir na candidatura de Lula, mesmo ele sendo ficha-suja pela condenação na segunda instância e tendo por isso uma inelegibilidade “chapada”, como definiu em despacho reescrito, divulgado na semana passada o ainda presidente do TSE, ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux?

 

3 – Haisem – Será que a garantia de legenda do PT para a disputa da bancada de Pernambuco pela vereadora do partido em Recife, Marília Arraes, neta do ex-governador Miguel Arraes, é um prêmio de consolação à altura para as pretensões políticas dela, depois que o partido lhe puxou o tapete seguindo instruções de seu líder máximo, Lula, em pessoa?

 

4 – Carolina – Como você classificaria a candidatura do general Hamilton Mourão, do PRTB, a vice-presidente na chapa do candidato que disputa com o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva o primeiro lugar nas pesquisas, o também oficial da reserva Jair Bolsonaro?

 

5 – Haisem – Você acha que a escolha da senadora Kátia Abreu, do PDT do Tocantins, para ser vice do mesmo partido do candidato a presidente, Ciro Gomes, agregará apoios importantes e sobretudo os votos necessários para a vitória à legenda fundada por Brizola e hoje comandada por Carlos Luppi?

 

6 – Carolina – Você acha que a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, tem condições de cumprir a promessa, feita em entrevista ao Globo, de que seus adversários têm um pacto de combater a Lava Jato, apesar de muitos partidos que se aliam ao dela nos Estados terem candidatos que estão na mira da referida Operação?

 

7 – Haisem – Neste fim de semana, encerrado o prazo para a realização das convenções partidárias, encarregadas da escolha dos candidatos para a eleição de outubro, chegou-se a um recorde: 14 candidatos a presidente, o maior número desde 1989. Além do total excessivo de pretendentes, em que esta disputa eleitoral o surpreende?

 

8 – Carolina – Que coincidência você enxerga na realização das eleições gerais neste ano em que se completam os 40 anos da composição do sucesso Que país é este?, de Renato Russo, com o Legião Urbana?

 

 

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