As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

PF, Witzel e vazamento

Pilhado na Operação Placebo por corrupção na compra de respiradores e montagem de hospitais de campanha, governador do Rio nem tentou justificar-se e atribuiu seu caso à perseguição política do presidente

José Nêumanne

27 de maio de 2020 | 22h09

Bolsonaro não disfarçou que Operação Placebo pode ter influído na ação da PF e Witzel quer escapar da fama de corrupto apostando tudo na perseguição política do inimigo. Foto: Wilton Jr/Estadão

Polícia Federal e Ministério Público Federal fizeram busca e apreensão no Palácio Laranjeiras e nos imóveis do governador Wilson Witzel por considerarem que ele e a mulher, Helena Witzel, têm conexão com o crime de corrupção na compra de equipamentos médicos para os hospitais de campanha de combate à pandemia na segunda cidade com mais casos e mortes no Brasil, o Rio de Janeiro. Sua atitude a respeito da compra de respiradores mecânicos que não funcionam em hospitais de campanha cujas obras não foram concluídas, a não ser só um, já é bastante passível de severa crítica, que infelizmente revela uma situação permanente de furto do erário com a agravante de onerar o Estado no orçamento da saúde no meio desta crise sanitária. O caso mais uma vez comprova que a PF continua sendo uma tábua de pirolito em termos de vazamento e, o que é pior, nunca se consegue elucidar caso nenhum,. Este, em especial, seria de capital importância, de vez que quem vazou foi a deputada Carla Zambelli, próxima de Bolsonaro, que é acusado de usar a polícia judicial como órgão de investigação para proteger família e amigo e perseguir inimigos, caso do governador fluminense. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.