Petrolão, a reprise
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Petrolão, a reprise

Subsídio do diesel para transportadores tornou inviável permanência de Parente à frente da Petrobrás deixando abertas as portas dos cofres, novamente cheios, da petroleiro aos dentes afiados das ratazanas da subpolítica

José Nêumanne

04 Junho 2018 | 14h40

Nomeado por Bendine, preso na Lava Jato, Ivan Monteiro presidirá Petrobrás no caminho de volta. Foto: Alan Santos/AFP

Além do prejuízo bilionário dado ao País num delicado momento de tentativa de reconstruir a economia e debelar a praga do desemprego e desilusão de 24 milhões de trabalhadores, a pane seca e a crise de abastecimento causadas pelo bloqueio das estradas por caminhoneiros e transportadoras deu à subpolítica que manda no Congresso e no Planalto oportunidade de afastar o executivo Pedro Parente de perto das chaves dos cofres da Petrobrás. E, com estes recuperados pela gestão capitalista, os velhos ratos de sempre afiam as garras e os dentes para roerem de novo os parcos recursos dos contribuintes, cujos sacrifícios bancaram a volta do patrimônio, da credibilidade e da capacidade de geração de novos recursos, deixando-os aptos para o bis do saque total. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no portal do Estadão desde as 6 horas da segunda-feira 4 de junho de 2018.

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