Pesquisas em dúvida
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Pesquisas em dúvida

Diferenças de resultados de Ibope e Datafolha levantam dúvidas de levantamentos de intenção e rejeição do eleitorado e estas só serão resolvidas daqui a 26 dias quando urnas forem abertas e votos contados

José Nêumanne

12 Setembro 2018 | 11h19

Ao sair da UTI para semi-intensiva e subir no Ibope, Bolsonaro aproxima-se do segundo turno. Foto: Flávio Bolsonaro/Divulgação

Um dia depois de o Datafolha ter divulgado pesquisa negando efeitos relevantes da comiseração popular após o atentado que pôs em risco a vida do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, o Ibope constatou que o líder na preferência e na rejeição do povo se beneficiou, sim, da solidariedade que provocou. Mesmo dentro da margem de erro, os índices diferentes põem em questão outra constatação: a de que jamais quem paga tais levantamentos vai ficar sabendo sem sombra de dúvidas qual deles tem razão neste momento, uma vez que a única aferição só será possível daqui a 26 dias, quando a Justiça Eleitoral revelar os resultados das urnas, que são o que realmente valem. É mais uma dúvida desta incerta eleição.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 12 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos para o comentário de quarta-feira 12 de setembro de 2018

 

1 – Haisem – A manchete do Estadão de hoje registra que “Bolsonaro sobe e chega a 26%; disputa por 2.º lugar segue embolada”. Por que as pesquisas feitas depois do atentado contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora por Datafolha e Ibope divergem tanto e que efeitos essa divergência causa no planejamento das campanhas dos candidatos a presidente da República?

 

2 – Carolina – Que alterações importantes você espera neste momento em que Jair Bolsonaro se descola dos adversários abaixo e os quatro empatados em segundo não conseguem se distanciar um dos outros?

 

3 – Haisem – Que explicações a Nação teria de ouvir dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a respeito das informações levadas pelo ex-ministros dos dois Antônio Palocci aos agentes federais que o ouvem na sua tentativa de firmar uma delação premiada?

 

4 – Carolina – Na sua opinião, a decisão do Partido dos Trabalhadores de sagrar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad candidato a presidente da República sela definitivamente o afastamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desta disputa presidencial?

 

5 – Haisem – O que as pesquisas de opinião pública sobre as eleições trazem de informação sobre a possibilidade de Haddad contar mesmo com votos transferidos pelo prestígio de seu líder Lula, que até agora era tido como candidato certo do PT?

 

6 – Carolina – Por que a Justiça Eleitoral do Paraná não aceitou o pedido da defesa de Lula para que o petista votasse nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso e que conseqüências isso trará ao clima político destas eleições gerais?

 

7 – Haisem – Que papel importante, a seu ver, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal têm a desempenhar na investigação sobre o atentado perpetrado pelo servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira contra o candidato do Partido Social Liberal, Jair Bolsonaro em Juiz de Fora na véspera do feriado do dia 7 de setembro?

SONORA_ADELIO BISPO 02

 

8 – Carolina – De bolso de que colete o presidente Michel Temer ou algum de seus espíritos santos de orelha tiraram a idéia de substituir o Instituto Brasileiro de Museus por uma Agência Brasileira de Museus como solução mágica para reconstruir das ruínas o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista e seu valiosíssimo acervo?