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Peso da burocracia no bolso do cidadão

Na série de estelionatos eleitorais, um que custa muito caro ao pagador de impostos é o não cumprimento da promessa de reduzir ônus da folha de pagamento do funcionalismo nos gastos públicos

José Nêumanne

10 de agosto de 2020 | 20h55

Na campanha para presidente Bolsonaro abusou do slogan “mais Brasil e menos Brasília”, mas no governo negou apoio à reforma administrativa, proposta por Guedes para torná-lo real. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Brasil gastou com a folha de pagamento dos servidores federais, estaduais e municipais 3,5 vezes mais do que com a saúde e o dobro com educação, segundo o Instituto Millenium, que lançou na segunda-feira, 10 de agosto, a campanha “Destrava” para pressionar pela aprovação da reforma administrativa, que prevê uma reestruturação do RH do Estado pelo Congresso até o fim do ano. No começo de 2020, o ministro da Economia, Paulo Guedes anunciou que a proposta estava pronta, mas o presidente Jair Bolsonaro engavetou o texto e desistiu de encaminhá-lo ao Congresso, após pressão do funcionalismo público e de parlamentares com vínculo com servidores. Trata-se de mais uma trairagem de um presidente mentiroso e sem escrúpulos: o “profeta” que prometeu mais Brasília e menos Brasil, está fazendo o País apodrecer.

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Assuntos para comentário na segunda-feira 10 de agosto de 2020:

1  – Haisem – Gasto com servidor é 3,5 vezes maior do que com saúde – diz título de chamada no alto da primeira página na edição impressa do Estadão hoje. Qual é a relevância, a seu ver, desse dado impressionante direto no bolso do pagador de imposto nesta República de privilégios

2 – Carolina – Na última semana, os paulistanos tomaram conhecimento da ultrapassagem de três marcos terríveis: 10 mil mortos na maior cidade do País, 100 mil óbitos no Brasil inteiro e 3 milhões de infectados pela covid 19. Que lições a sociedade e as autoridades brasileiras apreenderam com essas bombas de efeito mais mortal do que as bombas atômicas

3 – Haisem – O senador Flávio Bolsonaro reconheceu como corretos os dados divulgados por vazamento de seu sigilo bancário pelo Ministério Público do Rio de que pagou R$ 86 mil e 700 reais em dinheiro vivo por salas comerciais e reagiu processando as autoridades por vazamento. Você acha que a reação dele foi adequada para um homem público

4 – Carolina – Maia defende muro entre Forçass Armadas e governo – Esta foi a manchete da edição impressa do Estadão de ontem. Você acha que, mesmo nesta pandemia, este tipo de atitude institucional é urgente

5 – Haisem – O que você tem a dizer da condenação pela Justiça do deputado estadual bolsonarista paulista Douglas Garcia, acusado por uma mulher que consta do dossiê de antifascistas preparado pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, que o ministro André Mendonça se recusa a entregar ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal

6 – Carolina – Que tal lhe parece a escolha por Jair Bolsonaro de escolher seu antecessor na Presidência da República, Michel Temer, para chefiar a missão brasileira que vai oferecer ajuda ao Líbano na tragédia vivida por aquele país depois da terrível explosão na zona portuária de Beirute

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