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Peronista mal educado

AFernández quis atingir Bolsonaro e direita, mas ofendeu Brasil com alegação de injustiça na condenação de seu corrupto e lavador de dinheiro predileto, Lula, dando motivo para Bolsonaro não cumprimentá-lo

José Nêumanne

28 de outubro de 2019 | 20h53

Ao levar multidão eufórica com seu feito a berrar “Lula livre” no comício da vitória, Fernández foi mal educado com Estado de Direito brasileiro, não com Bolsonaro nem com direita. Foto: Alejandro Pagni/AFP

Ao fazer com os dedos o L de Lula livre para cumprimentar o petista no dia de seu aniversário, o peronista Alberto Fernández, eleito presidente da Argentina ontem, quis ofender Bolsonaro e as forças políticas que o apoiam. Mas atacou o Brasil, cujo Estado de Direito está acima das convicções de um peronista que não quis defender o parceiro além fronteira, mas disfarçar a companhia de sua candidata a vice, Cristina Kirchener, acusada em vários processos criminais por corrupção. Não se trata apenas de falta de educação, mas grave erro político e diplomático, que teve de nosso presidente resposta dura, ao afirmar que não o cumprimentaria pela vitória.

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-281019-direto-ao-assunto

 

Assuntos para comentário da segunda-feira 28 de outubro de 2019

1 – Haisem – Quem tem razão: o presidente eleito ontem da Argentina, Alberto Fernández, de exigir Lula livre ou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro ao negar-se cumprimentá-lo por causa dessa declaração

ARGENTINA ALBERTO LULA 2810

3 – Carolina – A seu ver, a equipe econômica brasileira está certa ou se engana ao se preocupar com a eventualidade de os violentíssimos protestos de rua no Chile produzirem algum efeito maléfico no Brasil

3 – Haisem – Quais serão, a seu ver, as conseqüências da eventual modificação da lei da improbidade administrativa, preconizada por alguns deputados e pela Ordem dos Advogados do Brasil

4 – Carolina – Você se surpreendeu com a notícia publicada no fim de semana dando conta de que a canetada que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deu para impedir investigações sobre o primogênito de Jair Bolsonaro, sua própria mulher, Roberta Rangel, e a de seu colega Gilmar Mendes, provocou o arquivamento de 700 processos abertos contra criminosos do colarinho-branco na área financeira

5 – Haisem – Na sua opinião, o procurador-geral da República, Augusto Aras, está agindo corretamente ou errou ao ser mais diplomático do que a antecessora, Raquel Dodge, na abordagem do inquérito instaurado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que proíbe críticas a seus colegas ministros, parentes e aderentes

6 – Carolina, – O que você tem a dizer sobre a notícia de que, apesar de toda a farra feita com os lucros do petróleo extraído da camada do pré-sal, o Brasil não investiu um centavo sequer em prevenção de desastres como o vazamento de petróleo que está emporcalhando as praias do seu Nordeste

7 – Haisem – Você acha que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, fez bem em liberar para o banho as praias nordestinas poluídas pelo petróleo derramado ou despejado no Atlântico Sul

8 – Carolina –  Você acha que a Agência de Estado de Meio Ambiente de Pernambuco tem razão em não recomendar o banho na praia de Muro Alto no litoral pernambucano ou que isso não passa de polêmica política

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