Perdidos no centro
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Perdidos no centro

No debate da Record candidatos que se dizem do centro e têm cada vez menos chances de disputarem 2.º turno apostaram suas fichas nas posições "extremistas" de Haddad, presente, e Bolsonaro, ausente

José Nêumanne

01 Outubro 2018 | 19h14

Na Record candidatos com pouca esperança de ir ao segundo turno bateram nos que devem ir: Haddad, presente, e Bolsonaro, ausente. Foto: Gabriela Bilo/Estadão

Espremidos entre Jair Bolsonaro, de direita, que segue líder, apesar de todos os transtornos de sua campanha, e Fernando Haddad, chegando ao segundo turno como codinome de Lula e favorito da esquerda, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva se escondem da indignação do eleitor na falsa paz do centro tentando a todo custo buscar a vaga que lhes foge às mãos a cada dia que passa. No debate da TV Record, pegaram carona nas manifestações de mulheres do movimento #Elenão, disfarçados de suprapartidários, mas sem abrir mão de suas legendas por nada. O capitão e líder nas pesquisas teve alta do hospital, onde convalescia da facada que levou faltou ao debate, mas foi o principal alvo de seus adversários.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldofrado – FM 107,3 – na segunda-feira 1 de outubro de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Abaixo, os assuntos para o comentário da segunda-feira 1 de outubro de 2018-09-30

1 – Haisem – Em que pontos você acha que as entrevistas que o ex-chefe da Casa Civil de Lula e ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu, podem servir para esclarecer o que há de verdade nas propostas do candidato de seu partido, Fernando Haddad?

 

2 – Carolina – Manchete do Estadão registra: “Centro sinaliza união e ataca radicalismo do PT e Bolsonaro.” Será que a carga pesada de críticas ao candidato que tem aparecido em primeiro lugar nas pesquisas – Jair Bolsonaro, do PSL – vai alterar o panorama de um segundo turno entre ele e Fernando Haddad, estratégia que ficou clara no debate da noite passada na TV Record?

 

3 – Haisem – O recurso à desculpa da ordem dos médicos para faltar aos debates e a denúncia de que só uma fraude nas urnas eletrônicas evitará sua vitória, que ele e seus apoiadores têm como certa, ajudam ou prejudicam Jair Bolsonaro na caça cada vez mais acirrada ao voto do eleitor?

 

4 – Carolina – Que conseqüências práticas, a seu ver, poderão ter no resultado final das urnas no primeiro turno da eleição presidencial no próximo domingo 7 de outubro as manifestações contra o candidato que lidera as pesquisas até agora conhecidas, Jair Bolsonaro, do PSL?

 

5 – Haisem – Será que, de fato, os apelos feitos pelos partidários de Bolsonaro, também em várias ruas brasileiras, para que os candidatos do chamado centro desistam de disputar o pleito para facilitar a derrota de Fernando Haddad, do PT, com uma eventual vitória do candidato do PSL sem necessidade de disputar no segundo turno?

 

6 – Carolina – Na sexta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski autorizou o presidiário Lula da Silva a dar uma entrevista exclusiva à colunista social da Folha de S.Paulo, Monica Bergamo. Mas, logo em seguida, seu colega de plenário Luís Fux, proibiu o ato. Quem você acha que vai ganhar essa disputa entre “supremos”?

 

7 – Haisem – Qual, a seu ver, será o tamanho da perda para a música popular brasileira da morte da cantora Angela Maria neste fim de semana?

 

8 – Carolina – O que você acha que aquilo que você chama de “lambanças” dos sopradores de apito pode fazer o campeonato brasileiro da série A em matéria de credibilidade e em que isso afeta esse negócio importante no Brasil?