Passarinho fora da gaiola
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Passarinho fora da gaiola

Não adianta chorar nem xingar: Palocci narrou de forma completa e detalhada o método e a prática da roubalheira nos governos Lula e Dilma e já mereceu, por isso, o prêmio de ir para casa com tornozeleira

José Nêumanne

28 Novembro 2018 | 20h14

De confidente de Lula Palocci virou testemunha de delitos, cujo relato  lhe valeu prisão domiciliar e pena menor. Foto: José Luis da Conceição/Estadão Conteúdo

Lula, em cujo governo Palocci foi ministro da Fazenda, e Dilma, cuja campanha o ex-prefeito de Ribeirão Preto comandou, em 2010, antes de ocupar na gestão dela a chefia da Casa Civil, ainda vão chiar muito com a longa, minuciosa e explosiva exposição de fatos que o antigo auxiliar faz à PF em delação premiada. Pois até agora, mesmo que muito pouco foi revelado, as informações que deu e as pistas que servirão à Operação Lava Jato para obter as provas necessárias para complicar os ex-presidentes petistas foram suficientes para o tribunal federal de segunda instância em Porto Alegre reduzir essa pena, que começou a cumprir em Curitiba, e se mudar da cadeia para casa usando tornozeleira. Esta é uma das opiniões que dei no programa Conexão Estadão, ancorado por Emanuel Bomfim e com a participação de José Fucs, do BR 18 do Estadão, transmitido do estúdio da redação do jornal pela Rádio Eldorado na quarta-feira 28 de novembro de 2018, às 18 horas.

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