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Passado condena Bolsonaro e Heleno

Para não ser expulso do Exército por terrorismo, capitão negociou saída honrosa e agora prega armar milícias, e general, que participou do golpe frustrado de Frota contra Geisel, ameaça democracia

José Nêumanne

24 de maio de 2020 | 21h35

Bolsonaro revive ideais terroristas que o fizeram sair do Exército sem ser expulso e Heleno revive no governo vergonhoso episódio do golpe que Frota tentou dar em Geisel. Foto: Adriano Machado/Reuters

Em 1977, o capitão Augusto Heleno era ajudante de ordens do ministro do Exército, Sylvio Frota, e participou da tentativa fracassada de golpe contra a abertura democrática do presidente da ditadura militar, Ernesto Geisel. Em 1988, o capitão Jair Bolsonaro foi absurdamente absolvido de terrorismo pelo STM de terrorismo ao planejar atentado a bomba em quartéis e na adutora do rio Guandu, no Rio. Na sexta-feira 22 de maio de 2020, o general Augusto Heleno escreveu recado desaforado contra Celso de Mello, decano do STF pelo motivo errado, pois este não tinha ordenado apreensão de celulares do chefe do governo e seu filho Carlos. E o presidente foi flagrado em vídeo exibido por ordem do ministro do Supremo, afirmando literalmente que quer armar a população para enfrentar autoridades que, avalizados pela Justiça, decretam isolamento social da população para evitar contágio pela Covid-19. Direto ao Assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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