Partido novo, política velha

Partido novo, política velha

Para combater crime nas organizações partidárias não se deve fundar nova legenda, mas extinguir os fundões públicos que financiam sua organização e suas campanhas e por para funcionar cláusula de barreiras o mais breve possível

José Nêumanne

13 de novembro de 2019 | 21h26

Bolsonaro criará novo partido para usar poder e recursos públicos para fazê-lo funcionar e ter controle sobre militantes, dirigentes e atividades. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Há partidos demais no Brasil, 35 registrados, e o novo que acaba de ser anunciado por Bolsonaro, Aliança pelo Brasil, está sendo usado para possibilitar a saída do presidente, familiares e devotos do PSL de Bivar no meio de uma briga pelo controle dos bilhões dos fundões públicos. As organizações partidárias só deixarão de ser criminosas quando a fonte de recursos em seus cofres secar e for adotada a medida profilática da cláusula de barreiras para deter a proliferação das legendas para uso privado. Ninguém espere que a futura sigla cumpra esse papel.

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