As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Para nunca mais esquecer

O luto provocado no mundo por nunca mais poder ver a beleza e a opulência da igreja parisiense que inspirou o romance comovente do genial Victor Hugo não tem como ser descrito nem medido

José Nêumanne

16 de abril de 2019 | 07h13

As chamas e o rolo de fumaça que envolveram Notre-Dame impactaram o mundo com a perspectiva de que a beleza e opulência da catedral de Paris pudessem virar cinzas. Foto: Fabien-Barrau/AFP

Conheci Notre-Dame de Paris lendo o romance de Victor Hugo na pré-adolescência no seminário redentorista de Campina Grande. A emoção se repetiu no filme original com Charles Laughton e no desenho de Walt Disney. Depois, me emocionei todas as vezes em que visitei a igreja no centro da cidade mais bonita do mundo. A última vez que visitei Quasímodo, o corcunda, foi de longe, do outro lado do Sena, na Livraria Shakespeare and Company com Isabel e, ao ver pela primeira vez na vida a primeira edição de Ulysses, de Joyce, no local onde foi impressa e lançada, sentados no jardim de frente para sua magnificência, ainda não sabíamos que seria a última vez, antes de ela ser destruída pelo fogo. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 16 de abril de 2019.

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no player

Tendências: